Vôo 7500(2015)

Por Tom CP

 

Dirigido pelo diretor Takashi Shimizu, que trouxe ao mundo o macabro O Grito (2004), Voo 7500 tem uma premissa que pode ser um pouco batida, tendo sido utilizada ideia semelhante em várias produções como a ótima minissérie (posteriormente transformada em filme) baseada na obra de Stephen King: Fenda no Tempo (1995), contudo, o longa não deixa de ser interessante e intrigante.

A história começa com pessoas de diferentes tipos embarcando no voo 7500, que dá título ao filme, para uma viagem de 10 horas. Os personagens vão sendo apresentados, cada qual com seu drama particular até que o clima no avião vai ficando progressivamente mais sombrio. Coisas estranhas começam a acontecer, pessoas começam a adoecer e morrer, levando o espectador, a todo o momento, suspeitar de diversos motivos para aqueles eventos estarem acontecendo.

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Não dá para afirmar que a ideia aqui não é boa. É aterrorizante pensar que algo de ruim pode acontecer durante um voo longo. As pessoas estão presas dentro de um avião, o que as torna praticamente impotentes diante da maioria das situações. E estar em um avião, onde começa a acontecer uma série de eventos inexplicáveis, possivelmente sobrenaturais, torna tudo ainda mais sinistro. Essa carga real do filme, utilizada tal como em Tubarão de Spielberg, que fez as pessoas terem medo de nadar na época, poderia ser melhor utilizada, no entanto, funciona bem em Voo 7500. O problema mesmo recai nas inúmeras reviravoltas do roteiro. A ideia aqui era confundir o espectador, para que o desfecho não fosse tão previsível. Mas são tantas reviravoltas, que o espectador se perde e acaba se cansando da história. Aquela trama misteriosa e empolgante passa a desprender a atenção e interesse das pessoas. E o final, que com certeza foi uma das alternativas que passou pela cabeça de grande parte do público, perde a graça, porque o clima de expectativa diante dele foi diminuído com tanta reviravolta.

Talvez o longa agrade alguns dos amantes de histórias de mistério, especialmente pelo clima crescente construído. E também pode agradar, como fará mais sentido, àqueles que apreciam os filmes de terror orientais, os quais sempre escondem um drama por detrás de toda história de horror. Ainda sim, não espere um longa surpreendente, porque a premissa desse Voo 7500 nunca chegou ao seu destino final. Vale apenas como diversão em uma tarde fria de inverno.

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Tom CP

 

Nota: 4/10

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