Veneza 2015 / Brasil 2016

Por Cleber Eldridge.

SALVE, CINÉFILOS E … CINÉFILAS. OI?
O festival de Veneza terminou poucos dias, alguns filmes causaram comentários, ao passo que outros, passaram como se fossem nada, alguma novidade? Nenhuma. É o que acontece todo ano, mas para quem como eu, acompanha o festival anualmente, fica de olho, porque é lá que os filmes “premiáveis” aparecem – para quem não se lembra, só para citar alguns Tudo Pelo Poder, Cisne Negro, Gravidade e Birdman foram apresentados, detalhe que todos eles foram o filme de abertura – esse ano, a abertura ficou por conta do filme Everest, que claramente não vai muito longe, alias, porque raios escolheram esse filme, hein?

O festival é uma competição, mesmo com esse tipo de competição, Veneza sempre conseguiu montar uma chapa diversificada e interessante, em que, filmes menores despertam olhares viscosos – eu só juntei alguns filmes que com certeza, despertaram os olhares de cinéfilos mais “experientes”.

Beasts Of No Nation– Beast of No Nation.
O filme demorou muito para sua conclusão, o diretor se jogou logo depois de finalizar a primeira temporada da cultuada “True Detectice” (HBO) – o único nome do elenco é Idris Elba, todos os outros nomes são desconhecidos, do romance de Uzodinma Iweala, que conta a história de Agu (Abraham Attah) uma criança soldado que fica no encalço do comandante carismático de uma milícia rebelde (Elba), eles são apanhados na guerra civil de seu país depois que seus pais são assassinados -, o filme, que provocou uma guerra de ofertas de distribuição ganhou eventualmente pela Netflix – na competição em Veneza, ele não causou tanta comoção, ainda assim, vamos aguardar.

"A Bigger Splash"– A Bigger Splash
O filme do italiano Luca Guadagnino (diretor, do chatão “I Am Love”) foi deixado de fora na seleção de Cannes, a cidade italiana acolheu o diretor, seu aguardado filme e a segunda parceria de Tilda Swinton com o diretor, o filme conta a história de como um diretor casado com uma estrela do rock (Matthias Schoenaerts), cuja vida é revolvido por uma visita de uma antiga paixão (Ralph Fiennes) e sua filha (Dakota Johnson) – nada se sabe sobre o filme, apenas que ele foi exibido, os comentários foram “abafados” – com distribuição garantida da Fox, sabe lá Deus quando o filme estreará tanto por lá, quanto por aqui – aguardemos.

The Danish Girl– The Danish Girl
É o único filme na qual existe uma certeza que, vai sim aparecer nas premiações daqui alguns meses, segundo Oscar de melhor ator para Redmayne, eu particularmente acho um exagero, ou melhor, eu aposto que ele não ganha, mas uma indicação é certa – alias, porque ele não ganhou o prêmio de melhor ator em Veneza, hein? – Hooper é estranho, seu modo de condução é estranha, claro que, eu sou apenas um que acha ou enxerga isso nos seus filmes, O Discurso do Rei é um caos em todos os termos, enquanto Os Miseráveis é uma maravilha cantada, agora aguardemos.

Childhood of A Leader– The Childhood of a Leader
Os nomes foram tantos e tantos e, mesmo que, Veneza não chegue nem próximo ao que Cannes representa, está sempre atraindo olhares, o filme de um estreante não fez exceção, o diretor onipresente Brady Corbet, os jornalistas disseram que ele criou algo muito grande para uma primeira viagem, e em parte por causa do elenco, que conta com Robbert Pattinson, Berenice Bejo, Stacy Martin e Liam Cunningham, o filme que é livremente inspirada na vida de vários ditadores do século 20, a história segue uma família americana França vivendo nos anos imediatamente Pós-Primeira Guerra Mundial, e em particular o filho cujas experiências são moldadas por e contribuir para a ascensão do fascismo, lembrando que o ator Corbet é ambicioso, ele trabalhou com todos, de Oliver Assayas, Ruben Ostlund, Mia Hansen-Love, Lars Von Trier, Lisa Cholodenko, Noah Baumbach nos últimos anos, e tem sido, sem dúvida, tome nota e aguarde.

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