True Blood

Por Renato Alves

True Blood foi sem dúvida, minha maior surpresa e maior decepção, entre todas as séries que assisti ao longo da vida. Quando meu amigo Cristiano Contreiras recomendou a trama, fiquei meio desconfiado por alguns motivos, que cito abaixo:

1º não sou fã de “vampiros”. Acho a saga “Crepúsculo”, por exemplo, uma grande bobagem;

2º a trama falava muito de sexo. Fazer sexo é uma coisa, saber levar isso a séries de televisão, com qualidade, é outro acontecimento. Bem diferente;

3º Me lembrava de Anna Paquin como a criança, da obra-prima “O Piano”, ou como a ótima Vampira da saga “X-Men”. Não conseguia visualizar ela como protagonista de série de vampiro.

Mas, resolvi arriscar…………surpresa positiva!!

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As primeiras temporadas me instigaram e me deixavam louco pelo próximo episódio. A trama me cativou totalmente em seus três primeiros anos. Com roteiro envolvente, atuações deslumbrantes e trilha sonora saborosa. Impossível não se apaixonar pela trama de Sookie Stackhouse (Anna Paquin). Sua inocência e seu amor proibido cativariam até homens e mulheres insensíveis.

As cenas da abertura da série são soberbas, tendo inclusive sido indicada ao Emmy na categoria. A música de fundo “Band Things”, de Jace Everett, é espetacular e envolve tudo que existe na trama: sexo, violência, religião e sobrenatural. Abertura impactante, provocante e charmosa. UMA DAS MELHORES QUE TIVE O PRAZER DE VI. MERECE ENTRAR PARA A HISTÓRIA!

true blood

Porém, apesar das cenas sensuais a imagem mais marcante de True Blood, a meu ver, foi ver Sookie comer uma torta deixada por sua falecida vó Adele Stackhouse. Escutando “Take Me Home” Sookie leva todos a emoção. Uma cena poética, sensível e acentuada. Uma cena e uma canção que não saem da minha mente e que vez ou outra coloco em minhas redes sociais.

Porém, a inocência da protagonista e da própria série vai se perdendo a cada ano e ao final da terceira temporada, com o contexto de Fadas a série demonstra, na minha leitura, que queria ser maior do que poderia. Nesse instante o roteiro se perde e o charme vai pelo sangue sugado do espectador.

Adão e Eva, Lobisomens, Bíblia de Vampiros e tantos outros derivados fizeram com que os últimos quatros anos fossem uma grande perda de tempo. Ao querer dar um passo maior do que deveria True Blood fez com que eu perdesse o carinho pela série. Fui até o final e conclui a obra apenas por ser teimoso. O final fecha o caixão de forma negativa. TRISTE. Não pelo capítulo final em si. Mas, por tudo que foi construído e mal desenvolvido nos últimos anos de True Blood. Os vampiros que se queimaram assim que o sol nasceu, os humanos quando a lua anoiteceu.


Sinopse – True Blood fala sobre a co-existência de vampiros e humanos em “Bon Temps”, uma pequena cidade fictícia localizada em Louisiana. A série é focada em Sookie Stackhouse (Anna Paquin), uma garçonete telepata que se apaixona pelo vampiro Bill Compton (Stephen Moyer).


 

3 comentários em “True Blood

  • 02/09/2015 em 01:56
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    O fim da terceira temporada me mostrou que algo de mal iria acontecer !!! Parece que não errei…….. e o texto marca os motivos das boas três primeiras temporada.

  • 01/09/2015 em 10:13
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    Ótimo texto Renato!! Em relação a séries fico na dúvida, mas depois de seu texto até que fiquei bem animada para assistir. Vou arriscar tb.
    Parabéns pelas palavras…. Um abraço

  • 28/08/2015 em 12:00
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    Muito bom texto Renato, tbm não sou Fa de séries de vampiros..

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