Pixels(2015): Uma boa pedida para os nerds

Por Vinicius Montano

 

A nostalgia dos nerds nos anos 80 quando jogávamos vídeo games era só fliperama, que tínhamos que escolher o Pac Man, Donkey Kong, Centopéia, Gallipoli e muitos outros jogos de arcade. De tanto sucesso entre o público de todas as idades, chega às telonas ‘Pixels‘, dirigido por Chris Columbus, das nostalgias dos anos 90 “Esqueceram de Mim”, “Esqueceram de Mim 2”, “Minha Mãe Quer Que eu Case”, “Uma Babá Quase Perfeita”, “Lado a Lado” e “O Homem Bicentenário”.

Quando seres intergaláticos interpretam um arquivo em vídeo com imagens de jogos de arcade clássicos, como uma declaração de guerra contra eles, eles atacam a Terra usando esses jogos como modelos para suas várias ofensivas. O presidente Will Cooper (Kevin James) busca ajuda de seu melhor amigo de infância, Sam Brenner (Adam Sandler), um campeão de competições de videogames nos anos 80 – e agora um instalador de home theater – para liderar uma equipe de jogadores veteranos (Peter Dinklage e Josh Gad), derrotar os alienígenas e salvar o planeta. Eles ainda vão contar com a ajuda da tenente-coronel Violet Von Patten (Michelle Monaghan), uma especialista em tecnologia que irá fornecer aos arcaders as armas exclusivas para lutar contra os aliens.

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O que o filme nos proporciona é recordar os velhos tempos dos vídeo games, certo? A visão do diretor é usar seres alienígenas vilões, mostrando os nossos vídeo games e colocar campeões para salvar o mundo, num jeito didático. Mas nos primeiros 35 minutos o filme torna-se bobão e tolo que você pensa que está chocado pelo que vê a presença de Adam Sandler como protagonista e forçando a barra nas piadas, tirando a cena que ele faz o tom do horroroso “Cada Um Tem a Gêmea Que Merece” e suas falas escatológicas. Mas depois que eles vão com o exército americano para o gramado em Washington, as piadas e o ritmo começam a mudar e ficar divertidinho.

Kevin James reprisa mais uma vez o mesmo papel de coadjuvante/amigo de infância de Adam Sandler, coisa que já vimos em “Gente Grande 1 e 2”. Josh Gad tem seus momentos de alívio cômico na parte de arrumar uma gata como a Serena Andrews e as tiradas no gabinete da Casa Branca, mas não impressiona. Peter Dinklage é uma vergonha de papel que parece um personagem de Zorra Total, e Michelle Monagahn é descartável. As participações especiais carismáticas ficam para o criador do Pac Man, que está irônica, e Sean Bean, que dá uma ótima ponta com o merchan da cerveja.

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Com efeitos especiais de ponta, um 3D bem aproveitado e ótimas cenas de ação, Pixels é pra passar o tempo relembrando do fliperama e do mundo nerd, e músicas que embalaram a época como Queen entre muitas outras, mas não é memorável em algum momento, mas quem gostava de jogar Pac-Man, Donkey-Kong e Centopéia é uma boa pedida, apesar dos furos absurdos no roteiro, temos uma montagem de ponta e uma diversão pra se ver futuramente na Temperatura Máxima.

 

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VINICIUS MONTANO

 

Nota: 6/10

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