Orange is the New Black: Uma das Melhores Séries da Netflix

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Por Handley

Nota: 9,5/10

 

*Review da 3° Temporada, contém SPOILERS.

 

OITNB é uma das melhores series da Netflix, sim, e neste ano de 2015 foi lançada sua 3ª temporada (super aguardada pode se dizer). Neste novo ano da serie vimos o retorno de Alex, o problema criado no fim da segunda temporada, que resulta na sua volta pra Litchfield é rapidamente desenvolvido e resolvido sem muito prejuízo para o andamento das histórias. Essa temporada foi bastante madura a meu ver, gostei bastante de alguns plots, outros personagens que não ganhavam tanto destaque foram abençoados nessa nova temporada e claro como em toda serie teve novas caras entrando para o presidio, então vamos lá.

A temporada começa com o primeiro episódio dedicado ao dia das mães com direito a visita de seus filhos e mostrando um flashback de cada personagem, dando espaço para cada uma, já que como sabemos, cada episódio vem em foco no passado de um personagem X, e nesse episódio eles se preocuparam em dar um pouquinho de espaço para cada um com um flashback rápido que seja, apesar das lembranças serem positivas, logo elas se chocam com a realidade que estão no momento quando o sinal de alerta dispara e todos tem que se deitar o chão e as crianças ficam sem entender o que esta acontecendo ali, assim estragando aquele dia especial.

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Com a redução de acontecimentos malucos dentro da prisão, a terceira temporada ainda dedica mais tempo a explorar a rotina das detentas com situações não tão cotidianas, mas perfeitamente plausíveis, como a infestação de percevejos e o misterioso emprego com o salário de $1,00 a hora, além do mais essa temporada deixou de um pouco de lado o foco no romance de Alex e Piper e deu mais espaço para outros personagens. O que foi bastante legal de se ver foi como foi tratado o laço familiar, o desejo de esta presente na vida dos filhos para educar e ajudar a crescer, e claro esse plot pertence a Gloria (Selenis Leyva) e Sophia (Laverne Cox) dois grandes destaques nos mostrando as dificuldades para criar um filho de dentro da prisão. Apesar de serem criminosas, elas também são humanas e sentem necessidades de estar por perto, querer criar seus filhos, ensiná-los e ajudar a tirar suas duvidas assim como qualquer pai, se já é complicado criar um filho estando presente, imagine estando ausente? Sim, a sensação é de incapacidade, você pode muito bem dizer tudo correto para seu filho, mas não ira poder acompanhar de perto pra ver se ele esta andando na linha, e as duas personagens foram muito bem em suas atuações e conflitos entre si dentro do presidio por causa desse desejo de maternidade, além disso, a atriz Laverne Cox merece parabéns pela sua atuação e delicadeza ao viver o drama de ser uma mulher transexual num presidio feminino, ela conduziu bem o traço complexo de sua personagem, sua relação com o filho e a mudança rápida de seu caráter, de passar ensinamentos como um pai e ao mesmo tempo ser vitima de transfobia, um assunto que foi importante e delicado que foi tratado com delicadeza, principalmente na cena que ela é pega traiçoeiramente em seu salão por outras detentas.

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Outro plot que pra mim merece destaque é o da Norma, vivida pela atriz Annie Golden, que de coadjuvante nas temporadas anteriores foi elevada para o status de líder espiritual de um pequeno grupo formado na prisão, colhendo aprendizados de seu passado

 

Essa parte da trama foi bem retratada por esse grupo de seguidoras fieis que via Norma como se fosse Jesus, além do mais mostraram bem como surgi todo o amor e fanatismo ate chegar ficar cega, tudo começa bem, com a intuição de espalhar o amor e a paz no grupo, sendo companheiras, mas ao decorrer dos episódios esse fanatismo vai crescendo e começando a destruir elas mesmas, trazendo intrigas e muitas brigas, essas devoções logo vai crescendo para regras e comportamentos ignorantes que acaba afetando sobremaneira a delicada e desequilibrada Soso (Kimiko Glenn). Esse plot foi uma das melhores coisas que os roteiristas criaram, uma critica bem feita a nossa sociedade, adorei demais essa parte, uma coisa que ia me esquecendo também e que assim como acontece na vida real acontece com uma das personagens, como é o caso da personagem Poussey (Samira Wiley) que começou a mudar por causa da religião e assim saiu do grupo de suas amigas.

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Outros plots também foram muito bons, como o da Suzanne a Crazy Eyes (Uso Aduba) que foi muito divertido tendo seu momento de fama como escritora escrevendo o livro “Crônicas das Trepadas Temporais”, que dá vazão à toda loucura e imaginação sexual que se passa dentro de sua cabeça e assim fazendo sucesso com um pequeno de grupo de leitoras, ao mesmo tempo que uma dessa acaba se apaixonando por ela e esse romance é desenrolado de forma sutil, inocente e bonito ate o final da temporada, além delas, também teve a gravidez de Daynara (Dascha Polanco) é levado a cabo, mostrando todo o seu drama de decidir o que fazer com o destino dessa criança já que ela ainda tem meses pela frente para cumprir na prisão, ao mesmo tempo que vive esse drama, sua mãe tenta ajudar e corrigir seu papel de ser uma boa mãe, já que na infância como é mostrado durante a serie, não esteve tão presente na vida da filha. Outra que não poderia esquecer era da Red (Kate Mulgrew) retornando para a cozinha e vivendo uma fase frustrada na culinária.

Outro plot muito bom da serie é o da Dogget (Taryn Manning), vimos mais de sua vida em flashbacks da infância e adolescência e como foi infeliz, nessa temporada ela se transformou em compaixão e largou aquela imagem de vilã que vinha carregando nas temporadas anteriores, foi muito lindo ver os diálogos dela com a Big Boo (Lea DeLaria) e sobre o abuso sexual sofrido no passado é para emocionar e aplaudir, sem contar que foi muito bem conduzido o assunto do aborto, ótima atuação para as duas atrizes.

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A serie não se preocupou em focar no relacionamento de Piper e Alex, mostrou que não esta preocupada e parece que o titulo de protagonista é como se fosse faxada, já que para muitos não importa muito, outros ainda gostam bastante do casal, e assim como existe os outros que acham um porre de chatas. Alex meio que voltou pirada nessa temporada, meio paranoica com a entrada da nova detenta Lolly (Lori Petty) e também da Stella (Ruby Rose) que conseguiu balançar o relacionamento de Piper e deixou as coisas mais legais, também vale lembrar o lance das vendas de calcinhas que a própria Piper criou e foi muito legal, mas o mais legal disso tudo foi como Stella virou amiga e ainda roubou uns beijos de Piper e atrapalhou seu namoro com Alex, se ferrando no final, uma vingança feita pela própria Piper, como comentou a Big Boo, isso foi muito maldoso, frio e cruel.

Vale lembrar também que o plot dos funcionários do presidio também foi muito bom e notável nos mostrando como a privatização penitenciaria de um sistema age e funciona, Joe Caputo (Nick Sandow) foi o mais afetado embora fingia que esse problema, vivendo infeliz pelos seus fracassos que teve ao longo de sua vida e os problemas que surgiam em seu trabalho como diretor do presidio lhe dando com as reclamações dos colegas de trabalho, mas com tudo isso ele é uma pessoa boa e tenta sempre tratar as detentas como seres humanos tentando da o melhor para elas, apesar das limitações. Como disse antes foi uma temporada boa e bastante madura, com dramas envolventes e tocante.

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