O Sorriso de Monalisa

Por Paulo Paco

 

O Sorriso de Monalisa é um filme dirigido por Lawrence Konner e estralado por Julia Roberts que divide os créditos com outras atrizes de sucesso, como Kirsten Dunst e Maggie Gyllenhaal.
A história começa apresentando a protagonista ‘ Katherine Watson’, chega no conceituado colégio Wellesley, para lecionar aulas de História da Arte. Ao iniciar sua primeira aula, seus métodos são questionados, pois suas alunas são extremamente inteligentes e dedicadas, dominando o conteúdo de Arte.
Até esse momento a história caminha sem muitas surpresas, quando finalmente, começa o drama e o expectador vai descobrindo as questões discutidas nesse universo feminista.
O destino de uma mulher é traçado para que ela seja apenas uma boa esposa, uma pessoa capaz de cuidar do marido, dos filhos e da casa. Esse pensamento é debatido pela professora Watson, uma feminista moderna, defensora dos direitos femininos e contra o conservadorismo. O filme retrata muito bem a década de 50 no interior dos Estados unidos, uma sociedade machista e recheada de preconceitos e hipocrisia.
Acredito que Julia defendeu muito bem o papel de professor, pois diversas vezes ela introduziu uma pedagogia crítica e motivadora. Suas alunas foram desafiadas a pensar, não como donas de casa, mas como cidadãs, mostrando um caminho alternativo e principalmente defendendo o direito da mulher seguir uma vida acadêmica e profissional.
Uma aula planejada pela professora acaba indagando suas alunas a refletirem sobre seus destinos e suas limitações, causando uma reviravolta em diversos personagens, comprovando o poder que um professor exerce sobre um aluno.
– ‘O que as alunas de amanhã, verão, quando for nos analisar? Um retrato da mulher de hoje? Aqui estão vocês meninas, fazendo exatamente o que ela foi treinada para fazer! CUIDAR DA CASA. ’
O titulo refere-se ao famoso quadro Monalisa, uma pintura com muitos enigmas, algo que faltou no desfecho do filme. Embora esse final tenha sido previsível, foi muito coerente com a filosofia defendida pela professora, na qual devemos lutar pelas nossas convicções e um mundo com menos injustiça.
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