Lugares Escuros: É Eficiente e Sincero

Por Felipe Ramos

 

Menos de 1 ano se passou desde o lançamento do sucesso de crítica e público “Garota Exemplar”, adaptação pro cinema do Best Seller de Gillian Flynn. A literatura vem se tornando uma espécie de fonte crescente de marcas consolidadas dentro do mercado cinematográfico, atualmente dominado por fórmulas que o público já conhece, é quase essencial ter uma “marca” para poder atrair o grande público, podendo também ser remakes, reboots, continuações e adaptações de todos os tipos.

 

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Sendo assim criou-se uma expectativa alta para a nova adaptação anunciada de outro trabalho da autora: Lugares Escuros, que ainda contou com o estrelado elenco encabeçado por Charlize Theron e com os jovens em ascensão Nicholas Hoult e Chloe Grace Moretz. O gênero também é suspense, mas quem espera algo tão brilhante quanto foi o filme de David Fincher pode ir baixando a bola, aqui o convencional predomina e assistir sem expectativas é o segredo para uma sessão prazerosa.

 

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O enredo é simples: Libby Day (Charlize Theron) é uma mulher atormentada sobrevivente de um massacre na infância que culminou na morte da sua mãe e duas irmãs e na condenação do seu irmão mais velho pelo crime, denunciado pela própria Libby. Desde o início fica claro que ela não exatamente testemunhou o irmão cometendo os assassinatos, mas foi induzida pela polícia a dizer que sim. Endividada, ela é procurada por um representante (Nicholas Hoult) de um grupo bizarro que se dedica a investigar crimes antigos e tentada pela grana oferecida aceita confrontar seu passado e é aí que o filme vai se desenrolando com várias idas e vindas no tempo, de forma muito eficaz, mantendo o espectador preso e interessado até o fim, onde não descobrem a roda e fica bem claro que se trata de apenas mais um filme policial, mas não se pode negar que é eficiente e sincero.

 

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Vale destacar a participação da ótima Christina Hendricks, de Drive e Rio Perdido (Debut na direção de Ryan Gosling, ainda sem previsão de estreia no Brasil) como a mãe da protagonista, endividada e largada pelo marido, uma personagem muito interessante defendida por uma atriz que sempre se destaca.

Nota: 7/10

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