LISTA: 10 FILMES PREDILETOS, POR GABRIEL FAGUNDES – PARTE 1

Por Gabriel Fagundes

O cinema nasceu da vontade humana de reproduzir a imagem em movimento, e dessa forma representar o mundo tal como ele nos surge: espaço e tempo. Nos dada tal informação, segue abaixo uma lista com o que seriam os filmes que melhor representam a arte inserida no cinema.

 


10. Paris, Texas

10551091_268703853334932_6556852404976140499_n

Um homem sem memórias é encontrado perdido em um deserto ao sul dos Estados Unidos, logo as autoridades alcançam seu irmão, ele é levado pra casa do mesmo e enfim vamos entendendo a relação desse homem com seus entes por meio de uma pequena surpresa que a trama nos entrega. Seria essa a introdução de uma das obras mais sensíveis e arrasadoras do Alemão Wim Wenders.

Quando o cinema da sensibilidade se encontra com a frieza das relações humanas. Formulamos Paris como síntese da vida porque sabemos que é Texas, sua identidade; Paris, Texas é sobre a experiência e consequência do mal emprego dos termos.

­

 


9. Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância)

birdman.Still135

Uns dizem que é uma versão amoral e estilizada da biografia de Michael Keaton, outros que é uma viagem alucinógena pelos mais oriundos segredos da Hollywood e há ainda os que dizem que é a história de um herói que precisa ser salvo, faço parte dessa última.

Birdman nos apresenta Riggan Thomson, um velha guarda dos cinemas que está preparando uma peça de teatro para restabelecer sua uma vez perdida fama e prestígio. Entretanto, as coisas não são tão fáceis como de praxe. Sua filha, que cobra a imagem de pai de um canastrão que mal sabe quem é está trabalhando na peça, sua ex-esposa frequentemente o visita, uma atriz está provavelmente grávida e a essa altura já é possível se imaginar de quem, seu agente e conta bancária estão no zero, um ator peculiar aparece, uma critica severa promete massacrar sua peça e ainda com tudo isso, ele tem constantemente que enfrentar seu alter-ego, sua sombra do passado, seu outro eu, Birdman.

Iñárritu, com sua técnica esplendorosa de falso plano-sequência, que se estende por toda a fita, da vida a um celebre personagem que dali em diante se tornaria um ícone para toda uma cultura.

“A arte em sua execução mais vistosa, o tempo como uma conjectura indeterminante e arrasadora, o vigor de nossa espécie para criar problemas cujas soluções acarretem maiores do mesmo; Birdman é a hipérbole de um herói que precisa ser salvo.”

 


8. Clube da Luta

clube

A primeira regra sobre o Clube da Luta – não fale sobre o Clube da Luta e a segunda regra do Clube da Luta, você não fala sobre o clube da luta.

De fato, não há muito o que dizer sobre o que foi a maior crítica já feita sobre o comportamento medíocre da sociedade em busca de padrões. Faz-nos repensar em tudo que vivemos e o quão isso tem sido frustrante. Clube da Luta é, e continuará por um bom tempo sendo o filme mais atual no que diz respeito ao nosso modo de vida e sim, a verdade às vezes dói.

 


7. 12 Homens e uma Sentença

img52cd8a57b8ca5

É talvez a obra mais lembrada por todo cinéfilo de carteirinha, um clássico. A história fala de doze jurados que devem decidir se um homem é culpado ou não de um assassinato sob pena de morte. Onze têm plena certeza que ele é culpado, enquanto um não acredita em sua inocência, mas também não o acha culpado.

Lumet, consegue de uma história absurdamente simples criar um filme símbolo, onde encontramos os maiores diálogos dessa arte que se é fazer cinema. Os minutos finais jogam o espectador numa abissal de dúvidas e julgamentos, para enfim reconhecermos que somos seres prepotentes, egoístas e preconceituosos.

 


6. Antes do Pôr do Sol

antes-do-por-do-sol

Nove anos após os acontecimentos vistos na obra que a antecede, Jesse e Céline finalmente se encontram, por acaso, em Paris, no lançamento do livro que fala dos eventos em Viena e do também amor que o homem nutriu pela sua então misteriosa parceira.

Os dois vão andando pela Capital Francesa e com cautela, redescobrindo-se um no outro. O que havia existido de fato até ali? Foram nove anos, de quê, de fato? Poderia um dia mudar todo o destino de uma vida? Se o amor é assim tão forte e duradouro, porque somos tão fracos e limitados? Somos covardes? São questionamentos que nós e provavelmente os personagens adquirem com a história.

Antes do Pôr do Sol é enquanto ainda é dia, enquanto a luz ainda reflete esses corações tortuosos, enquanto ainda é tempo. É também o que poderia ter sido e o que foi, o que deveria ser e o que é; o tempo e espaço de um amor que as circunstâncias acometeram e o destino hei de intervir.

Defino como uma obra bem pessoal, que funcione perfeitamente com aquele determinado nicho. No meu caso, é o trabalho mais profundo e romântico já feito, se encaixa perfeitamente com a realidade inserida e emociona até mesmo os não amantes do gênero. Como exemplo, a última cena, onde a atriz Julie Delpy com o violão em mãos, toca uma música composta por ela mesma que casa com a história dos dois personagens do filme. É devastador. Uma, duas, não, várias lágrimas escorrem do meu rosto, e por fim, sorri, como nunca, foi um sentimento único o que o diretor Richard Linklater conseguiu transmitir com sua obra-prima.

 


 

 

Deixe uma resposta

%d blogueiros gostam disto: