Igualdade entre Gêneros

 

Por Cleber Eldridge

 

Sim, aquela questão das mulheres no cinema tomou proporções maiores do que se poderia imaginar, depois de Diane Wiest (vencedora de dois justos prêmios do Oscar, de melhor atriz coadjuvante – nos excelentes Hannah e Suas Irmãs & Tiros na Broadway, respectivamente) declarar que não conseguia mais personagens dignas no cinema, uma porção de outras mulheres decidiram “declarar guerra” contra alguns estúdios – ainda na cerimônia de entrega do Oscar 2014, a vencedora do prêmio de melhor atriz coadjuvante, Patricia Arquette por Boyhood – Da Infância a Juventude, fez o melhor discurso da noite pedindo igualdade entre homens e mulheres no ramo de entretenimento, Meryl Streep aplaudiu o discurso com louvor e criou inúmeras campanhas nas redes sociais, e agora o assunto entrou em pauta mais uma vez na França, mais precisamente na 68ª edição do Festival de Cannes – a começar com o filme de abertura dirigido por uma mulher, depois de décadas, o festival abriu com um filme dirigido por uma mulher: “La Tête Haute”, da francesa Emmanuelle Bercot -, e isso foi só o começo – essa semana o assunto estourou na Croisset – durante a apresentação do filme Sicário, de Denis Villenueve, as atrizes Emily Blunt, Rachel Weisz e a francesa Isabelle Huppert, receberam a maior atenção por causa do tema, e que de alguma forma pode ajudar a acabar com a desigualdade de gêneros na indústria.

Outra vencedora do Oscar, a atriz Natalie Portman também tocou no assunto, ela que apresentou seu primeiro filme como diretora, acabou defendendo os filmes dirigido por outras mulheres, eu particularmente acho uma causa justa e digna de defesa, já que o mercado do entretenimento tem muitas mais masculinidade (e salários mais altos) do que o sexo feminino – Portman ainda disse que os filmes feitos por mulheres continuam sendo vistos como exercícios narcisistas em uma indústria “totalmente desequilibrada” em favor dos homens -, ainda nas palavras de Portman ela continuou, lembro-me de quando era criança, e Barbra Streisand dirigia um filme, em que atuava. As pessoas diziam que era ‘narcisismo’, mas não é. Tinha medo de que pensassem o mesmo de mim”, revelou, acrescentando que se inspirou na artista americana Cindy Sherman, que aparece em suas próprias fotos.

Claro que isso não o suficiente, não seria de atriz e ativista Cate Blanchett (mais uma vencedora do Oscar, no excepcional Blue Jasmine) desse os seus pitacos, a não por menos – já que Blanchett foi a Cannes para apresentar seu filme Carol, de Todd Haynes que conta a história da personagem que da título ao filme, uma mulher divorciada e mãe de uma filha que um dia, ela vai comprar um presente de Natal para a menina e se encanta com uma vendedora mais jovem que ela, Therese (Rooney Mara, de também espetacular Millennium – Os Homens que Nao Amavam as Mulheres), para ficar com Therese, Carol tem que enfrentar a fúria do ex-marido e a sociedade conservadora da época – o filme alavancou o assunto das mulheres mais uma vez – deu o que falar – e quem também causou foi Salma Hayek, que foi ousada e disse que as mulheres só ganham mais que os homens no cinema pornô – essa desigualdade não me faz sentido nenhum, os talentos são iguais, as atuações são de proporções idênticas e diferentes da maioria, eu acho o desempenho das atrizes muito melhor que o dos atores, falando em proporções anuais, sem contar que os personagens femininos são quase sempre melhores que os masculinos, isso é claro, generalizando os casos – por isso.

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