Crítica: Hitman Agente 47 (2015): “Tem mais videogame do que filme”

Por Vinicius Montano

 

Quando “Hitman: Assassino 47” saiu dos games direto para as telonas em 2007, com o Timothy Olyphant foi até pra passar o tempo, mas o resultado nas bilheterias afundou sem chance de uma continuação. Sem ter como fazer a Fox tentou fazer um reboot 8 anos depois cujo enredo não tem nada a ver com o de 2007, mas com outro ator antes cogitado Paul Walker, mas como ele morreu no acidente de carro em outubro de 2013, a produção teve que achar outro ator pelo papel e quem ganhou a oportunidade é Rupert Friend de seriado “Homeland” de fazer Hitman: Agente 47 que chega as telonas

A trama começa numa introdução em que Agente 47 (Rupert Friend) é um assassino de elite geneticamente modificado criado para ser a máquina de matar perfeita. Ele precisa caçar uma mega operação que pretende usar o segredo de sua criação para a formação de um exército imbatível. Ao juntar forças com uma misteriosa jovem, que pode ser o diferencial para o sucesso da missão, ele vai descobrir segredos de sua origem em uma batalha épica contra seu maior inimigo.

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O roteiro de Skip Woods, este que fez anteriormente o Hitman: Assassino 47, na qual foi fraco em direcionar a violência banal, mas trouxe boas cenas de ação e tiroteios a parte, nesse ele exagera o absurdo por completo, totalmente ridículo em todos os aspectos, cenas de ação algumas boas que considero fiel ao jogo e outras extremamente absurdas sem sentido, e algumas introduções mal aprofundadas.

A direção do desconhecido Aleksander Bach não executa o que uma adaptação de jogo transformado para as telonas, coloca ação dentro de videogame pra pouco filme, que tem alguns toques de drama com ritmo sofrível, o excesso de câmera lenta mal feito na parte das visões da Katia, traz boas coreografias como o Audi sendo enganchado pelos soldados e tiroteios em plena acrobacia que foi a única de destaque

 

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As atuações deixam muito a desejar, Rupert Friend não tem carisma nenhum, um personagem de expressão de antipatia, não supera a atuação de Timothy Olyphant. A parceira Kátia, vivida por Hannah Ware numa atuação apática e a química entre eles é descartável. Zachary Quinto como John Smith, o vilão do filme numa atuação deslocada e parece um robô de titânio, cujo personagem não é explicado como adquiriu aquele corpo. Também no elenco Ciaran Hinds e Thomas Kretchann em papéis pouco destacados que passam batido.

Hitman: Agente 47 é uma trama cheia de defeitos imprevisíveis, tiroteios intercalados, peca em alguns clichês, mas tem alguns momentos que vale ver boas cenas de ação, inclusive a partir da 1h de projeção até acabar, com alguns diálogos que já vimos várias vezes em filmes de ação. Porém bastante inferior ao de 2007, sem se animar muito, e esquecível no dia seguinte ao assistir.

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VINICIUS MONTANO

 

Nota: 4/10

 

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