Hércules: sendo mais do mesmo

Quando saíram notícias sobre um novo filme do Hércules eu pensei dois filmes sobre o mesmo personagem no mesmo ano, visto que logo no início desse ano tivemos uma versão com o ator Kellan Lutz a qual deixou muito a desejar em vários pontos e me perguntei será que vai funcionar? E com esse questionamento que me incentivei a vir assistir a esse aqui. Afinal por se tratar de um clássico com tantos outros filmes baseados nesse mesmo tema, fica difícil colocar muita fé e expectativa. A melhor adaptação até hoje sem sombra de dúvidas ainda é o clássico da Disney que encantou a todo mundo com uma bela história e animação.

Nesse o protagonista é nada mais nada menos que o Dwayne Johnson no papel título que Filho de Zeus, o semi-deus Hércules que sofre há 400 anos, por ter perdido toda a sua família. Após realizar os doze trabalhos, ele conhece seis homens sanguinários e impiedosos, e une-se ao grupo em busca de novas tarefas e de qualquer trabalho que puder encontrar, com a condição de ser remunerado. Esses homens assassinam diversas pessoas em seu caminho, e com isso acabam despertando fama na região, até que o rei da Trácia chama Hércules e convida-o a treinar o seu exército, na intenção de transformá-los em verdadeiros mercenários.

O diretor Brett Ratner( “X Men O Confronto Final”) traz uma adaptação repleta de clichês e mais do mesmo, os acertos do diretor em trazer o Dwayne assim como o ator Rufus Sewell que conseguiram interpretar bem os seus papéis de forma correta, mas sem grandes interpretações porque o problema aqui está claramente no roteiro que foi desenvolvido com muitas cenas e situações que nos lembram outros filmes do gênero e me pergunto mais do mesmo? Sim aqui o filme foca em entreter e esse é o seu principal intuito.

O longa possui claro, pontos positivos como o já citado elenco e efeitos especiais, assim como as cenas de luta e ação, as batalhas bem elaboradas que aqui ficaram bem melhores do que o longa anterior o com o Lutz, a boa fotografia e figurinos de época bem representados para dar vida a história de Hercules. O roteiro tem uma pegada cômica em alguns momentos do filme trazendo uma boa saída para os momentos de tensão, lutas e mortes ,sendo usado de forma clara, objetiva e na medida certa.

O roteiro nos leva a vários caminhos e interpretações nos trazendo muitas perguntas as quais muitas ficamos sem resposta para algumas delas acredito que a narrativa tenha ficado um pouco apressada em alguns momentos e a abertura aqui poderia ter sido melhor elaborada visto que a história ficou corrida, assim como o seu término SPOILER deixando margem se o Hercules realmente existia, se ele era o filho de Zeus, o que teria acontecido realmente com a sua família, o roteiro não responde porque o foco não está fazer o expectador entender a história e sim divertir.

Baseando em sua narrativa classifico como “Agradável, Divertido e um bom entretenimento”, recomendável para toda a família e veja o sem pretensões e expectativas que sua diversão será bem maior.

Nota: 7,0

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