Globo de Ouro muda regras da premiação.

Por Cleber Eldridge.

Depois do Emmy, agora foi a vez da Hollywood Foreign Press Associationorganizar a casa.

A Associação da Imprensa Estrangeira em Hollywood fez diversas revisões nas regras de elegibilidade para a premiação anual do Globo de Ouro. Houve apenas um conjunto de alterações muito sutis: as novas regras afetam filmes e os programas de TV devido proliferação de novos formatos de exibição, e tratando de questões processuais, houve uma formalização de procedimentos que já eram seguidos, mas ainda não eram listados como oficiais.

Nas categorias cinematográfica, a alteração mais significativa foi para os filmes que estreiam simultaneamente nos cinemas, e em certos formatos televisivos como VOD e Netflix, serão elegíveis para categoria de melhor filme por sua definição. Anteriormente, filmes lançados estritamente nesse tipo de formato eram considerados apenas como televisivos, portanto, as mudanças levam em conta o aumento do uso de lançamento em plataformas simultâneas, principalmente para filmes, não os excluindo da premiação.

Para a televisão, o tempo de exibição não será fator de diferenciação entre séries e minisséries, a HFPA diminui o tempo exigido para uma série de TV de 6 episódios para 150 minutos, formalizando a exigência para elegibilidade na categoria de minissérie já utilizada na última premiação. Os programas serão definidos como séries ou minisséries baseadas em suas características, como um tema ou uma história continua com personagens principais imutáveis (série) ou uma história completa, não recorrente (minissérie).

A nova definição da categoria irá afetar as séries britânicas Sherlock Luther (por exemplo), que não poderão mais concorrer como minissérie por causa de seus personagens recorrentes. Agora, esses programas, que produzem menos de 6 episódios por ano, serão elegíveis na categoria de melhor série de drama.

Outras mudanças incluem: minisséries que são exibidas em dois anos diferentes serão elegíveis apenas no ano em que a maioria de seus episódios foram ao ar e a extensão de 5% na regra de elegibilidade para atores e atrizes coadjuvantes que concorrem nas categorias televisivas.

Por fim, a Associação fez duas mudanças procedimentais: todos os membros da HFPA deverão ser auditados pela Ernst & Young (empresa de auditoria britânica) como parte do processo de votação, procedimento que era comum, mas que agora se torna obrigatório; e também as referências às conferências de imprensa foram removidas para esclarecer o equívoco de que elas eram necessárias para um filme ou programa de TV ser elegível.

Deixe uma resposta

%d blogueiros gostam disto: