Fear The WalkingDead (EUA): Primeiras Impressões

Por Neildo Araújo

 

Muito se especulava sobre um spin-off de “The Walking Dead” muito antes de ele sequer ser cogitado. O sucesso estrondoso e sempre crescente da série de Robert Kirkman indicava que uma série derivada viria acontecer mais cedo ou mais tarde. A crise na televisão americana atingiu o ápice e era a hora de por mais zumbis na tela. Essa crise, aliás, refere-se a criatividade. Não há mais novas séries que sejam diferentes das outras já no ar. Ou de antigas. Tudo agora segue a mesma linha. Spin off, remakes, continuações de séries há muito mortas. Tudo está voltando. A televisão americana nunca foi tão reciclada. Tão reaproveitada. Tão morna.

O AMC apostou alto com o spin-off. Diferente do que acontece com outras séries, nenhum personagem da série-mãe está presente na novata. É uma nova história. Tudo é diferente. Apenas é no mesmo universo. O próprio canal, até, afirma não ser um spin-off. “Apenas usamos o mesmo mundo.”

A série apresenta as aventuras de um grupo diferente de personagens que vivem o holocausto zumbi, retratado na série-mãe. Situada em Los Angeles, a história acompanha Travis (Cliff Curtis, de Gang Related) , um professor latino divorciado que tenta fazer sempre o que é certo; e Miranda (Kim Dickens, de Sons of Anarchy), uma orientadora educacional, mãe solteira de dois adolescentes: Nick (Frank Dillane), um jovem viciado em drogas, e Ashley (AlyciaDebman Carey), uma moça ambiciosa que sonha em deixar Los Angeles para ir para Berkeley, onde o apocalipse zumbi iniciou.

A primeira temporada tem 6 episódios, e a série já foi renovada para a segunda temporada, com estreia para 2016. O episódio piloto registrou uma média de 10 milhões de pessoas, com 4,9 na demo. O segundo episódio (que bateu de frente  com o VMA) teve uma leve queda, fora 8 milhões de pessoas, com 4,1 de demo.

 

O que eu achei: O grande erro de Fear The Walking Dead é não apresentar personagens pelos quais valha a pena torcer. Os pais dos adolescentes parecem desconfortáveis em cena, não tem química, e Curtis sequer se esforça para demonstrar alguma emoção. A série parece ser levada apenas por Carey e Dillane, que entregam uma boa atuação e são donos dos melhores momentos do episódio piloto. Aliás, e que piloto mais longo. Se a ideia era repetir o feito conseguido por The Walking Dead, o canal errou feio. São 63 minutos que muito bem poderiam ser resumidos nos habituais 43. Fear The Walking Dead não me animou como eu gostaria, mas sim, tem algo na série que ainda faz querer continuar. Talvez os zumbis, que são bem mais elaborados do que os que já conhecemos. Ou o destino dos adolescentes. Não sei. Permanece na grade.

NEILDO ARAÚJO
NEILDO ARAÚJO

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