Crítica: Toque de Mestre (2014)

Por Alysson Melo

 

Apesar do nome nos remeter a outro filme com nome semelhante: “Truque de Mestre”, esse se trata de um thriller onde o espectador é conduzido para uma série de questionamentos e dúvidas sobre a narrativa.

O filme fala sobre Tom Selznick (Elijah Wood), um pianista que após cinco anos afastado dos palcos fará uma apresentação que marcará o seu retorno ele só não contava encontrar bilhetes assustadores em suas partituras. A ameaça diz que ele terá que fazer o melhor concerto de sua vida, sem um sequer erro, se quiser salvar a si mesmo e também sua esposa.
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O diretor Eugenio Mira traz um roteiro que vai trafegando em uma obsessão em obter a melhor nota e mais difícil em um piano, de como a loucura, a pressão, o desespero em salvar o amor da sua vida, sendo ameaçado por alguém que você nunca viu antes? E o que ele fará para obter a tão famosa nota tocada de forma correta sendo a mais difícil de todas as notas? As suas ações justificarão seus atos?

O principal erro aqui está no roteiro que não empolga e não convence muito para quem está assistindo, o fato da escolha do protagonista ter sido o Elijah já foi um ponto negativo para o filme, o ator até se esforça, mas a suas expressões praticamente são idênticas o tempo todo, prejudicando um pouco, e o roteiro beira no previsível não dando surpresa.

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Durante o filme podemos ver um personagem oculto conversando com o protagonista, que em alguns momentos recordei-me do filme “Por um Fio” com o Colin Farrell. Com bons momentos entre o protagonista e o vilão (John Cuzack) desde as ameaças, as cenas de ação e desespero do personagem de Elijah, as cenas envolvendo o piano são belíssimas, com ótimas músicas tocadas que são muito agradáveis de se ver e ouvir. O par de Wood é a linda Kerry Bishe que traz toda à sua beleza nas cenas as quais ela aparece.

A intenção do diretor era fazer um thriller, mas acho que a ideia não saiu como era pra ser feito, visto que o longa torna-se um pouco cansativo e repetitivo em algumas cenas, onde a tensão mostrada não deixa o pÚblico na ansiedade pelo que vai acontecer em seguida, o roteiro seguiu uma trajetória difícil de se entender visto que o mesmo não explica de forma clara o porque de tudo isso ter acontecido, deixando muitas perguntas em aberto.

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As melhores cenas que são as dos momentos finais com toda a ação e angustia do Tom Selznick em proteger a esposa e sair vivo, mas o que era pra ser concluído de forma espetacular, é finalizado de forma opaca, com um final fraco, sem emoção, sem reviravoltas e SPOILER: E o que dizer da morte do vilão? totalmente sem nexo a forma como escolheram para ele morrer, tinha tudo para ter uma boa conclusão mas ficou pelo caminho.

De todo, o filme não é ruim, mas deixa a desejar em muitas coisas, mas vale a pena ser visto como uma sessão descompromissada se você estiver querendo passar o tempo, sem nada pra fazer, não coloque muitas expectativas para não se decepcionar.

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ALYSSON MELO
ALYSSON MELO

Nota: 6/10

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