Crítica: Ted 2 (2015)

Por Vinicius Montano 

O sucesso e o auge da fama de Seth MacFarlane começaram em um desenho adulto “Uma Família da Pesada”, exibido há 16 anos na qual ele criou e faz sucesso até hoje na FX (canal fechado) e dubla vários personagens. De tanto sucesso, ele resolveu embarcar nas telonas na qual resolveu dublar mais um personagem o ursinho ‘Ted’, que em 2012 fez um maior sucesso de público e crítica voltado para o humor negro. Dois anos depois na busca de outro sucesso seguido, ele resolveu sair das dublagens para um personagem humano e protagonista do desastre ‘Um Milhão de Maneiras de Pegar a Pistola’.

Agora 3 anos depois, retorna-se para a sequencia Ted 2 reprisando o papel do ursinho maconheiro e chapadão e Mark Walhberg como seu amigo de estimação. Mas não é muito agradável não.

Desta vez, o urso de pelúcia Ted (voz de Seth MacFarlane) está namorando com Tami-Lynn (Jessica Barth), e o casal pretende ter um bebê. No entanto, para terem direito à inseminação artificial, Ted deverá provar na justiça que é um ser humano. Ele conta com a ajuda da jovem advogada Samantha (Amanda Seyfried) e do grande amigo John (Mark Wahlberg).

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O enredo teve uma boa inovação já que agora foca no lado jurídico para explorar o preconceito com o jeito de ser humano até foca bem, mas o roteiro torna se absurdamente chulo, mas consegue ser aceitável em alguns momentos, pois força a barra apelando para cunhos sexuais sobre o pênis, o que as vezes torna irritante e chato, mas consegue ter suas tiradas de humor negro sério como a abertura de “Law and Order” e a trilha sonora de “Jurassic Park”, e umas sátiras cômicas como “Rocky Balboa” e a Comic-con

Mark Walhberg e Seth MacFarlene entregam seus personagens com o devido esforço, mas com menos carisma que o primeiro filme, nessa sequencia não tem papéis ruins não. Jessica Barth como a esposa de Ted, a Tami Lynn numa atuação escandalosa e mocoronga, pois na sequência anterior era uma grande personagem chave. Amanda Seyfried é uma adição totalmente desnecessária e forçada, só fez rir em um momento e não vou citar o spoiler. Desperdício tirar a Mila Kunis que tinha muito charme e vontade. Giovanni Ribisi repete o mesmo jeito e plano maquiavélico de sequestrar o Ted, dessa vez envolvendo a política da Hasbro na qual tem os brinquedos do Transformers na qual é porteiro da fábrica de brinquedos e seu personagem não tem uma explicação paralela em relação ao primeiro filme. Morgan Freeman tem um papel de participação especial e pouco destaque na cena.

Enfim, Ted 2 cria expectativa para ter uma inovação para chegar ao ápice do primeiro filme, com muita inovação e novas idéias, você até vê isso, mas a parte final é totalmente boba e sinônima ao primeiro filme e não vê nada de novo para saber como termina esse episódio, mas apenas um caça-niquel mediano e esquecível, cuja direção não mostrou bastante aprofundamento e mão para montar de maneira incompleta, mas tem momentos de dar algumas risadas, mas não fortes emoções.

 

VINICIUS MONTANO
VINICIUS MONTANO

 

Nota: 5/10

 

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