Crítica: Shaun: O Carneiro – O Filme (2015)

Por João Paulo Rodrigues

 

Em 2015, se torna até um ano admirável para animações. Por um lado veio a nova consagração da Pixar com “Inside Out” (DivertidaMente). “Minions” da Universal ultrapassou a barreira do Um Bilhão de bilheteria global. Fora as adaptações de “O Pequeno Príncipe” e “O Profeta”. Entretanto, a melhor animação do ano não veio da Pixar, tão pouco da Dreamworks ou agora, da Ilumination Entertainment. O título vai para Shaun: O Carneiro – O Filme, a mais nova produção da Aardman, a mesma produtora dos queridos “Wallace e Gromit” e “A Fuga das Galinhas”.

Shaun, O Carneiro é a adaptação literal do show infantil que passa no Brasil pela TV Cultura. Shaun vive com sua trupe de cordeiros, o cachorro Blitzer e o Fazendeiro. No começo do filme já introduz até mesmo para quem não conhece o personagem para nada de uma maneira bem orgânica e lindíssima. Após isso, se percebe o quanto Shaun se cansa da rotina e deseja um dia de descanso. Depois de uma presepada com o fazendeiro, algo dá errado e a trupe se une para salvar o dono da cidade grande.

Shaun, O Cordeiro não engana para nada o espectador: É simples em sua historia, nas suas piadas visuais e principalmente no que é relacionado a construção dos seus personagens. Entretanto, um dos maiores trunfos do filme é uma: É um filme “mudo”. A produção segue o estilo do show a pleno e mais ainda, todos os personagens conseguem ter uma comunicação com o espectador mais nítido que muitas animações que se viram nesses últimos anos.

shaun

Outro trunfo também fica na questão da trilha sonora. As músicas que tocam na trama não ficam na ideia de ser uma música jogada por alto e por aí fica. Elas também se convertem um elemento narrativo bem efetivo e emocionante. A prova disso fica na compreensão da musica tema Feels Like Summer. Se prestarem atenção a letra da música e de como ela é incorporada na trama beira de uma genialidade que é só vista em filmes como “Kingsman”, “The Guest” e outras mais. Sendo Stop Motion, a Aardman volta a encher a magia do trabalho duro do estilo bem britânico de animação de humor que Shaun, assim como os projetos da produtora, os gags visuais e argumentativos são simples, bem engraçados e em nenhum momento subestima o espectador.

Shaun, O Carneiro  –  O Filme com todo o seu charme se converte na melhor animação do ano. Simples, honesto, bem humorado e acima de tudo, dono de uma sensação de alegria no final. Ao mesmo tempo com sequencias hilárias, também brinda momentos emocionantes que ao fim de tudo consegue com uma simplicidade o que muitos filmes ambiciosos deixam a desejar. Um filme que reescreve o que é verdadeiramente um verão: Um lindo sentimento.

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JOÃO PAULO

 

Nota: 10/10

Um comentário em “Crítica: Shaun: O Carneiro – O Filme (2015)

  • 07/09/2016 em 21:45
    Permalink

    Genial esta crítica. Parabéns por focar em todos os ângulos com maestria. Conheci o Shaun e sua turma este ano na TV Cultura: é maravilhoso e me faz rir muito, acho sensacional , sou fã dele com o grupo.

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