Crítica: Sexo, Amor & Terapia (2015)

Por Tom C.P

 

Comédias românticas francesas geralmente possuem histórias doces e agradáveis. Algumas são picantes, sem ser vulgares, e outras, ingênuas na medida correta. Sexo Amor e Terapia, que esteve em exibição no Festival Varilux de Cinema Francês 2015, passa longe de grande parte dos filmes de sua pátria. A princípio parece divertido, no entanto, o longa não consegue ultrapassar as situações pastelonas e clichês, sem contar o machismo, o que é uma pena.

A história segue a vida de Lambert (Patrick Bruel, Paris-Manhattan e Os Olhos Amarelos dos Crocodilos), ex piloto que foi demitido por ser um viciado em sexo. Ele, então passa a tentar se controlar e se torna um terapeuta de casais. Tudo esta indo bem quando Judith (Sophie Marceau, Rindo à Toa) se candidata para trabalhar com Lambert, o problema é que Judith também é uma ninfomaníaca. A diferença é que ela aceita e gosta de sua compulsão, do contrário do homem, que renega e se controla.

 

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É previsível desde o princípio que os dois vão ficar juntos, mas eles teriam que enfrentar um impasse na relação. Enquanto a mulher buscava uma relação cheia de prazeres, Lumbert tentava construir algo mais maduro, longe de sexo. O pior no longa, nem são as paspalhices do roteiro. Mas é ver uma atriz como Sophie Marceau, talentosa, se sujeitar a uma história machista como esta. E o filme vem das mãos de Tonie Marshall, uma mulher! O que torna tudo mais inconcebível ainda. O aspecto sedutor, tão presente nos filmes franceses, aqui se torna vulgar.

As locações passam pelas belas ruas francesas, bares aconchegantes e closes nos atributos da protagonista, sem contar nos órgãos sexuais de alguns atores. Ainda sim a fotografia é pobre e deixa a desejar. Sexo Amor e Terapia diverte, porém, é um exagero em todos os sentidos. Vale a pena como um passatempo, mas é completamente esquecível.

 

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TOM C.P
TOM C.P

 

Nota: 4/10

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