Crítica: Peter Pan (2015)

Por Vinicius Montano

 

“Um espetáculo de cores e efeitos, mas falta história”

 

Lançado em 1953 pela Disney, Peter Pan teve vários filmes e animações ao longo dos anos. A história do menino que quer ser criança para sempre, teve uma produção lançada em 2003 e bem aceita como diversão. Agora temos uma nova versão ‘Peter Pan’ sob as mãos de Joe Wright, dos dramas de época Orgulho e Preconceito(2005), Desejo e Reparação(2007) e Anna Karenina(2012) trazendo o estreante Levi Miller como o papel principal.

Abordando uma nova visão sobre a origem dos personagens clássicos criados por J.M. Barrie, o filme conta a história de um órfão que se transporta para a mágica Terra do Nunca. Lá, ele encontra diversão e perigos para, finalmente, descobrir o seu destino – se tornar o herói que será conhecido para sempre como Peter Pan.

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O filme tem um design arrojado cheio de detalhes e cores que iluminam seus olhos e esbanjam charme nos efeitos visuais, figurino, belíssima fotografia e um espetáculo de luzes e cores para você ver em 3D, numa viagem tridimensional, mas peca no roteiro que é chato e bobo, sem história para retratar, como o Capitão Gancho e o Peter se tornam rivais, a pouca aparência de Sininho a melhor amiga de Peter Pan.

Levi Miller como o Peter Pan não tem seriedade e aparece pouco voando sozinho. Hugh Jackman como o vilão Barba-Negra rouba a cena e seu tom de mal que destaca a originalidade do filme. Rooney Mara e Garrett Hedlund como a princesa Tigrinha e Capitão Gancho são inexpressivos e pouco aprofundados. Amanda Seyfried como a mãe do Peter e Cara Delevigne como as sereias só tem uma adição desnecessária no elenco e uma pequena participação especial.

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Com trilha sonora de piratas cantando Smells Like Them Spirit, do Nirvana só pra divulgar a propaganda dos fanáticos da banda, o filme esbarra em clichês como Piratas do Caribe: No Fim do Mundo e Oz: Mágico e Poderoso, mas tem sequencias de ação muito bem coreografadas, Peter Pan erra no roteiro feio, mas serve com uma boa pipoca, e não foi que a direção de Joe Wright se acertou dessa vez, mas devia focar mais na história.

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VINICIUS MONTANO
VINICIUS MONTANO

 

Nota: 6/10

Um comentário em “Crítica: Peter Pan (2015)

  • 27/09/2016 em 18:03
    Permalink

    Parece-me boa história, embora concorde que estava cheio de efeitos especiais que ofuscados.Sempre tivemos a questão de como Peter Pan tinha surgido, este filme atinge resolvernos-nos que a dúvida e sonar. Eu gosto de ver Cara Delevigne como uma sereia. Ver este filme todos nós temos nostálgico relembrando a história original. O traje que foi projetado realmente nos faz acreditar que estamos em uma era de piratas. A trilha sonora do filme é muito bom.

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