CRÍTICA: OS SALTIMBANCOS TRAPALHÕES – RUMO A HOLLYWOOD (2017)

Por Renato Alves

No auge dos Trapalhões (Didi, Dedé, Mussum e Zacarias) minhas férias começavam exatamente quando o quarteto me levava ao cinema. Minha mãe ia com os 4 filhos e era uma enorme festa – talvez desses momentos é que minha paixão pelo cinema tenha nascido.

Com 41 anos de idade fico feliz que tenha tido a nostalgia e alegria de ir ao cinema ver Os Saltimbancos Trapalhões – Rumo a Hollywood – com meu filho, minha esposa, meu afilhado, minha sobrinha, meu sobrinho, meus cunhados. Ou seja, momento família total e cinematográfico. Momento imperdível e inesquecível.

Desde o primeiro momento do filme sabemos que a produção é uma merecida homenagem a Renato Aragão. Um reencontro do público com o eterno líder dos Trapalhões. O querido Didi Mocó Sonrisépio Colesterol Novalgino Mufumbbo. Da primeira cena – presença de Didi e Dedé na premiação do Oscar até a última, imperdível para quem tem mais de 40. Vale a pena ficar até o final dos créditos.

Didi e Dedé não possuem, obviamente, o mesmo rigor físico de anos atrás. Porém, a dupla junta ainda funciona com certo charme histórico, pelo menos para os mais de 40 como eu. Além da dupla, ressalto o encanto de ver Roberto Guilherme – o eterno Sargento Pincel, como o Barão, dono do Circo.

A parte da produção musical é uma graça, meu filho adorou e eu me diverti. Existe falta de certa coragem, efeitos especiais e inovação para deixar o filme mais audacioso? Talvez. Os momentos musicais poderiam até ser mais ousados. Contudo, entregam ao público charme, simpatia e certo romantismo.

O que o público de minha geração queria e recebe de presente é uma viagem no tempo. Um retorno aos anos 80 quando cinema nacional lotado era, obrigatoriamente, filme dos Trapalhões. A nova geração também deu boas risadas com o estilo pastelão e o público na sala de cinema deu boas risadas.

O roteiro é simples, a trama igualmente. Mas, nada disso é um demérito ao filme. A simplicidade, em alguns momentos é merecedor de elogios. Nem todos querem prêmios e estatuetas. Muitos apenas querem a entrega de um resultado para seu público alvo. Isso Os Saltimbancos Trapalhões – Rumo a Hollywood faz com certa categoria.

Porém, o que eu queria, e ganhei em troca do ingresso, foi momentos de lembrança da infância, bom humor, diversão e até lágrimas nos olhos. Ver Didi e Dedé juntos ainda me deixa satisfeito e contente.

Os momentos finais são mágicos e fazem uma referência merecia aos queridos Mussum e Zacarias. Foi impossível não me emocionar, assim como Didi – tenho certeza que ele chorou de verdade e genuinamente, com a cena final.

Didi, Dedé, Mussum e Zacarias………o mundo é encanto e magia.

Durante o filme Os Saltimbancos Trapalhões – Rumo a Hollywood recebi, com coração aberto: poesia e magia.

Esse foi o meu sentimento sobre o filme e tenho dito.


RENATO ALVES

14 comentários em “CRÍTICA: OS SALTIMBANCOS TRAPALHÕES – RUMO A HOLLYWOOD (2017)

  • 27 de janeiro de 2017 em 09:30
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    Adorei rever a dupla

  • 25 de janeiro de 2017 em 01:36
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    lindo o seu comentário Sandra, são filmes assim que trazem momentos inesquecíveis e junto com a família melhor ainda, ainda mais poder contemplar o cinema brasileiro com essa dupla tão incrível e carismática 😉

  • 25 de janeiro de 2017 em 01:32
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    Realmente é encantador a magia que os trapalhões fizeram em sua trajetória, muito bom

  • 25 de janeiro de 2017 em 01:30
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    Sim Renata esse filme deve ser visto no cinema, ainda mais para quem sempre acompanhou a trajetória dos Trapalhões. Obrigado por nos visitar e seja sempre bem vinda 🙂

  • 25 de janeiro de 2017 em 01:28
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    Os Trapalhões fizeram parte de minha infância e é uma delicia poder ver dois membros do que é eterno pra mim que foram Os Trapalhões.

  • 25 de janeiro de 2017 em 01:27
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    Muito feliz com seu comentário, ainda mais porque esse filme é um filme bem família e merece ser contemplado por todos que um dia ja foram crianças e ja acompanharam os Trapalhões .

  • 25 de janeiro de 2017 em 01:24
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    Verdade Marcelo é uma dupla eternizada na comédia brasileira

  • 25 de janeiro de 2017 em 00:48
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    Um filme que nos remete a inocência da infância, com simplicidade e emoção. Didi é um líder como ator e comediante de sua geração, nosso Charles Chaplin Brasileiro. Durante o filme vivi momentos nostálgicos da minha infância e me emocionei ao ver a imagem dos 4 trapalhoes juntos, até chorei!. Além de tudo, foi muito prazeroso, ver meu filho de 9 anos se divertindo e curtindo o filme, que eu curtia quando tinha a idade dele. Foi um dia muito gostoso com a familia! #momentonostalgia #ludico #eternotrapalhoes

  • 24 de janeiro de 2017 em 21:52
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    As vezes ainda me pego cantarolando: “nós gatos já nascemos pobres….” genial !!! deram uma contribuição incalculável a varias gerações….

  • 24 de janeiro de 2017 em 19:32
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    Muito bom!!! Realmente, Os Trapalhões, fazem parte de nossa história e infância!! Quem não se emocionou, sorriu, brincou assistindo e imitando este quarteto maravilhoso.
    Reviver esta sensação, neste filme é mágico.
    Parabéns… Adoreiiiiiiiii a crítica e logo vou assisti-lo e reviver esta emoção.
    Abraço
    Renata

  • 24 de janeiro de 2017 em 18:59
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    Que quarteto……..mágico

  • 24 de janeiro de 2017 em 16:30
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    Poxa que legal vou ver, para lembrar da minha infância, sempre era muito divertido ir ao cinema ver os trapalhões.. Que Bom que aproveitou esse momento com sua família. Um abraço..

  • 24 de janeiro de 2017 em 16:19
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    Gostei bastante, pois além de tazer a tona minha infância dei muita risada e me diverti junto com a minha família.

  • 24 de janeiro de 2017 em 15:07
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    Mitos esses dois.

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