Crítica: O Diário de Bridget Jones (2001)

Por Jorge Fernando

 

São vários os filmes que abordam a temática, mas poucos conseguem trazer a junção da comédia e romance, de forma que esses dois gêneros estejam alinhados em conformidade com o roteiro e com a proposta do diretor.

O Diário de Bridget Jones é um filme despretensioso que consegue envolver e cativar na sequência de cada cena e na evolução da personagem principal. Renée Zellweger traz uma mulher que assume a fase adulta e percebe que seu planejamento de vida, não anda como o desejado. Extremamente carente, com características muitas vezes dignas de compaixão, sua personagem carrega aspectos de alguém sofredor, elevando a realidade de muitas pessoas que estão em mesma situação. Essa identificação encontrada pelo telespectador é o que traz um relacionamento tão espontâneo com a personagem principal, transmitindo que apesar de a Srt. Jones ter no momento uma vida totalmente indesejável, ela assume o risco e tenta traçar um novo caminho.

 

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Na busca por reconhecimento tanto na vida profissional, quanto amorosa, Bridget enfrenta algumas situações que dificultam ainda mais o seu caminho pra felicidade. Nesse caminho ela encontra alguém que de certo modo poderia ser a resposta às suas perguntas, mas a decepção vem tão rápida, quanto seu ligeiro relacionamento. Desiludida em tentar outra vez, Jones acaba por admitir seu fracasso e a projetar sua vida solitária, até que seu destino passa a ser traçado e direcionado com o de Mark (Colin Firth), onde eles conseguem perceber que suas mesmas diferenças, são suas mesmas justificativas para estarem juntos.

A parceria entre Colin Firth e Zellweger proporciona personagens extremamente cativantes, seja por uma Srt. Jones (Renée), que ainda tem medo de se relacionar e se decepcionar, mas que busca a qualquer custo mudar seu estilo de vida e suas experiências passadas. Para Mark (Colin) a possibilidade de estar com uma mulher totalmente diferente das habituais, leva-o a acreditar na possibilidade de amar e correr atrás deste relacionamento. Os personagens parecem se tornar pessoas do cotidiano, que enfrentam muitas dificuldades e que precisam correr atrás do seu destino e das respostas certas.

 

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O filme embora muito simples, apresenta características técnicas interessantes, como a própria trilha sonora, que está bem trabalhada nas cenas e que demonstram a evolução dos sentimentos da personagem principal. O roteiro apresenta uma linha bem modesta de diálogos, que são definitivamente bem executados pelo triângulo amoroso, bem como pelos personagens coadjuvantes que alinham de forma clara o texto, com o cenário da época. É tão bom quando um filme totalmente despretensioso te envolve e consegue ir cativando a cada cena, nesse sentido cabe entender, que toda a repercussão que tivera o filme, é justificada por uma boa trilha, roteiro devidamente ajustado e principalmente pelas belas atuações de Colin Firth e Renée Zellwager, que mostram que se pode sim, “escolher um filme pela capa”.

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JORGE FERNANDO
JORGE FERNANDO

 

Nota: 8/10

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