Crítica Missão Impossível:Nação Secreta (2015)

Por João Paulo

 

Missão Impossível – Nação Secreta é a quinta entrega da saga de Ethan Hunt e da agência IMF no cinema. Mesma série que focava em missões de espionagem nos quais, muitos se diziam “impossíveis”. Um fato a considerar que também a saga cinematográfica também carrega uma particularidade bem interessante de nunca repetir seus diretores. Brian de Palma, John Woo, JJ Abrhams e Brad Bird deram as caras sem seus respectivos filmes. Para o novo filme, o diretor é Christopher McQuarrie, roteirista de “Os Suspeitos” e diretor de “Jack Reacher”, estrelado por Tom Cruise.

A nova trama tem como foco uma rede secreta de espionagem chamada O Sindicato. Mas ao mesmo tempo, a CIA, liderada por Alec Baldwin, tenta destituir a IMF baseado no fator destruição no que corresponde para uma agencia ultra secreta (só observar o fator destruição nos outros filmes). Com isso, Ethan Hunt é considerado um fugitvo e também o único que tem evidências que o Sindicato está envolvido com alguns atos de terrorismo no mundo. Hunt, além de contar com sua equipe formada por Benji, Luthor e Brant, com a misteriosa Ilsa (a maravilhosa Rebecca Ferguson) tem mais informações sobre o Sindicato e sua real proposta.

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O que esse novo filme deixa bem claro, é de como ele consegue fechar com chave de ouro os blockbusters desse ano de uma maneira sólida. Desde quando começou com a estreia de “Velozes e Furiosos 7” até Missão Impossivel – A Nação Secreta, deixam dados interessantes. Três filmes desse ano conseguiram a marca de superar 1 bilhão de dólares. Mais ainda para a Universal Studios que só com Velozes e Jurassic World, foram mais de 3 bilhões combinados. Além disso, também é importante observar que a maioria dos filmes que foram primeiros lugares de bilheteria, apenas San Andreas estrelado por Dwayne Johnson, tem medias de críticas no Rotten Tomatoes com mais de 65%. Outro fato também salientar é que Missão Impossível – A Nação Secreta entra no hall de produções que tiveram 90% de aprovação do Rotten esse ano ao lado de filmes como “Mad Max – Fury Road”, “Shaun The Sheep”, “Inside Out” e “Spy”.

Mas ao mesmo tempo, esse ano é para refletir de como é duro ver que se transformou em um círculo vicioso de aproveitar franquias e adaptações. Apenas poucas produções que deram as caras são originais (não é remake, continuação ou adaptação) como “Inside Out”, “Spy” e “San Andreas”. Entretanto, reclamaria se estaríamos diante de continuações fracas, o que realmente não aconteceu. Muitas voltaram com seu gás total e mais ainda, muitas vezes sobressaindo em comparação ao filme original, ou lembrando ao novo público do por que essa franquia é importante para o cinema de hoje. E o novo Missão Impossível se encaixa não somente como esses últimos exemplos, mas também demonstrando por que admiramos a carreira de Tom Cruise no cinema.

 

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Tom Cruise carrega uma mitologia por trás dele que transforma em um ser único. Não se pode negar que quando ele diz que entra de cabeça em um personagem, estamos vendo literalmente. E ainda mais quando se referencia a Missão Impossível. Muitos vendem a franquia como: a franquia do ator que faz suas estripulias na tela grande. Bem, isso não deixa de ser verdade, e esse novo filme, se acreditamos que a cena do avião era o ápice de entrar de cabeça, é melhor dizer que todas as cenas de ação desse filme carregam uma sensação única de como ator ama fazer o que faz. Além disso, é impressionante como Tom é químico com o elenco. Mesmo sendo o astro do filme, ele faz realmente questão que cada companheiro seu tenha seu brilho e seu espaço. A química entre Simon Pegg, Jeremy Renner e Ving Rhames é invejável a qualquer franquia.

O novo Missão Impossível – Nação Secreta sem duvida é um dos melhores filmes do ano. É a celebração de um cinema pipoca de verdade. Todos os gêneros do cinema trabalhados em uma obra ímpar. Mais ainda em saber que é uma franquia, um marco para poucos. Pelo menos para aqueles que odeiam o cinema blockbuster, o novo Missão Impossível é um convite para compreender não somente o espetacular ano que se converteu 2015 para o estilo, mas também a prova de quem é rei do blockbuster, nunca perderá a majestade.

 

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JOÃO PAULO

 

Nota:10/10

 

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