Crítica: Mad Max -Estrada da Fúria (2015)

Por Bruno Peralva

 

Mad Max – Estrada da Fúria, do diretor George Miller, o mesmo da clássica trilogia Mad Max, é aquele tipo de filme deliciosamente insano. A combinação ação com loucura funcionou como uma luva. E as mesclas não param por aí, porque além de Mad Max ter uma ação desenfreada, ainda conta com contextos sociais bem significativos. A parceria entre Max (Tom Hardy) e Imperatriz Furiosa (Charlize Theron) foi sensacional.

O filme se inicia com a captura de Max por Immortan Joe. Max é um sujeito atormentado por tristes lembranças e que vê que a jornada solitária é o melhor jeito de sobrevivência. Depois de ser capturado, Max tem retirado tudo de útil para uso alheio de seu corpo, retiram cabelo e o sangue dele. Ele fica sendo o bolsa de sangue do Nux (Nicholas Hoult). Enquanto isso, a Imperatriz Furiosa está travando sua própria saga, libertar as mulheres que são abusadas pelo Immortan Joe e conduzi-las a um lugar seguro e com esperança.
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Quando Immortan Joe descobre a traição de Furiosa ele começa, junto com outras gangs do deserto, uma perseguição implacável a ela. O Nux é um dos membros do Joe e leva consigo o Max preso que é forçado a transferir seu sangue para ele.

Durante essa dura e eletrizante batalha que Max entra no caminho de Furiosa. No final desta primeira batalha se deparam Furiosa e as garotas com Max e Nux. Então começa um luta sensacional entre os líderes de ambos. Nossa, o jogo de câmeras, o movimento dos personagens são incríveis. E as garotas que de primeiro parecem indefesas, se mostram bastantes ágeis, ajudam Furiosa durante a luta e em outras partes no desenrolar da história.
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Max e Furiosa chegam à conclusão, quase forçados, que um vai precisar do outro por um tempo. Então partem junto numa odisseia em busca de esperança para as garotas e redenção para Furiosa.

Bom, nessa breve resenha do início do filme podem-se observar claras críticas sociais. Mad Max – Estrada da Fúria se passa no deserto e a humanidade com seus excessos tem a culpa disso, da destruição do mundo. Mulheres eram utilizadas somente para a reprodução, prazeres e qual outra coisa que pudesse servir aos homens. O ser humano passa ser como uma coisa, no início o Max é capturado e extraem dele qualquer coisa que possam usar. A Imperatriz Furiosa teve que se masculinizar e tentar se desfazer da beleza (tentar, pois Charlize Theron continuou linda) para conseguir um importante Status entre os homens, até parte do braço a coitada não tem.
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O filme ainda possui várias outras críticas sociais. As cenas de ação são simplesmente incríveis, muito realistas e eletrizantes. A fotografia no deserto é esplêndida. Realmente, “What a lovely day” (“Que dia agradável”).

Mad Max – Estrada da Fúria merece as eufóricas ótimas críticas, pois é um filme completo, trouxe um frescor aos filmes de ação. Pois tempos em tempos vem um filme de certo gênero e fala, “É assim que se faz.”

Obs.: O cara da guitarra detona demais. Que loucura maravilhosa!

 

bhuijp

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BRUNO PERALVA
BRUNO PERALVA

Nota: 10/10

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