Crítica: Lila & Eve (2015)

Por Tom CP

Seguindo a linha de filmes como “O Justiceiro (2004)” e “Valente (2007)”, Lila & Eve cairia na mesmice (talvez entraria na fila para o Framboesa De Ouro), se não contasse com a profunda e tocante atuação de Viola Davis.

O longa parte da antiga história de um personagem que perdeu alguém de forma brutal, a polícia não se interessa tanto pelo caso e esse personagem decide bancar o herói fazendo justiça com as próprias mãos. No caso de Lila & Eve, essa personagem é Lila (Daves), mãe que tem seu filho assassinado inexplicavelmente em uma noite. Lila passa a frequentar um grupo de ajuda para mães que perderam seus filhos da mesma maneira que ela e lá, a mulher acaba descobrindo que o luto tem um poder extremamente forte.

 

LILA AND EVE - 2015 FILM STILL - Pictured: Viola Davis as Lila and Jennifer Lopez as Eve - Photo Credit: Bob Mahoney / Samuel Goldwyn Film
Revoltada com a perda do filho e ainda mais indignada pelo lento (e aparentemente incompetente) trabalho policial, Lila não quer pertencer àquele grupo de ajuda, tão pouco fazer amizade com as outras mães. Contudo, a mulher acaba simpatizando com a inconsequente Eve (Jennifer Lopez), pois dividia com ela as mesmas ideias. Eve também perdeu a filha e acaba encorajando a nova amiga a tentar fazer melhor o trabalho da polícia. As duas se unem e vão atrás do responsável pelo assassinato do filho de Lila.

A trama tem boa intenção e soa interessante, só que o roteiro raso e os inúmeros furos e incongruências assassinam a parte de suspense e ação do longa, sobrando apenas a carga dramática, carregada nos ombros por Viola Davis. E isso é um espetáculo aos olhos, fazendo o filme valer cada segundo em que Davis está em cena. Lopez não se destaca, também como poderia competir com a monstruosidade do talento da outra atriz ao seu lado? É certo que a cantora também não atrapalha dessa vez, talvez a personagem tenha ajudado.

lila2
Como um suspense ou ação, Lila & Eve decepciona. No entanto, agrada os espectadores mais sensíveis a dramas. Faltou empenho, talvez experiência, para desenvolver, pelo menos de forma mediana, uma ideia já batida. Infelizmente não deu certo. Ainda sim, vale a pena pela soberba atuação de uma atriz que deveria estar envolvida em projetos mais competentes.

———————————————————————————————————————–

TOM C.P
TOM C.P

 

Nota: 5/10

Deixe uma resposta

%d blogueiros gostam disto: