Crítica: Homem Irracional(2015): “Uma tentação não tão fatal de Woody Allen”

Por Vinicius Montano

 

Woody Allen em 2015 completa 80 anos de idade sendo 65 anos de carreira, e todo ano lança filme como diretor, às vezes como diretor e ator de obras no seu tom dramático, com ares de comédia. Esse ano ele traz para as telonas o seu novo filme Homem Irracional com Joaquim Phoenix, recentemente querido de diretores como James Gray e Paul Thomas Anderson, e Emma Stone em seu segundo trabalho seguido de musa de Woody Allen.

O enredo se passa em crise existencial, o professor de filosofia Abe Lucas (Joaquin Phoenix) chega para lecionar em uma pequena cidade dos Estados Unidos. Logo uma de suas alunas, Jill (Emma Stone), se aproxima dele devido ao fascínio que sente pelo seu intelecto, além da tristeza que sempre carrega consigo. Simultaneamente, ele é alvo de Rita (Parker Posey), uma professora casada que tenta ter um caso com ele. A vida começa a melhorar para Abe quando, numa ida à lanchonete com Jill, ouve a conversa de uma desconhecida sobre a perda da guarda do filho devido à uma decisão do juiz Spangler (Tom Kemp). Abe logo começa a idealizar o assassinato de Spangler e como, por ser um completo desconhecido, jamais seria descoberto.

A trama tem tiradas de filmes como “Crime e Castigo”, cujo Allen já dirigiu em 1989, O diário de Anne Frank, histórias de Simone de Beauvoir e matérias de filosofia, de modo afiado e destacado, o adultério também entra no páreo. O plano de matar o juiz não tem muito suspense e climax o que torna as vezes bobo e bastante superficial o roteiro, o enredo é até bacana com toques de bromance e drama novelesco de Manoel Carlos, uma trilha sonora agradável de se sentir e uma fotografia boa que você vê no seu próprio cartaz o personagem nas pedras próximo ao mar

Joaquin Phoenix como o alcoólatra e depressivo professor Abe Lucas tem bastante popularidade na performance, porém já repetiu um papel semelhante em “Vício Inerente”. Emma Stone como a paixão fascinante supera o que “Magia ao Luar” decepcionou o seu papel, e a garota que não sente firme na relação do namorado vivido por Jamie Blackley (totalmente apagado e automático).

Phoenix e Stone tem uma química séria que destacam muito mais o filme em si, e Parker Posey que só tem uma simples participação especial em cada cena que dura 2 minutos e poderia ter mais espaço nas cenas. Homem Irracional tem até um desfecho surpreendente, mas de maneira muito rápida, pois o que Allen nos proporciona é a filosofia, o adultério e uma tentação não tão fatal num filme mastigado e simples, mas Allen pelo jeito deveria se aposentar, porque tá difícil ver filmes grandiosos na carreira dele devido a idade, como o péssimo “Magia no Luar”, esse não chega a ser uma obra ruim, mas com um resultado mediano em geral.

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VINICIUS MONTANO

 

Nota: 4,5/10

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