CRÍTICA: UM LIMITE ENTRE NÓS (2017)

Por Rafael Yagami

ÓTIMO 4 ESTRELASBaseado na aclamada e premiada peça teatral homônima. Um homem, que sonhava em se tornar um grande jogador de beisebol durante sua infância, acaba frustrado na vida como um catador de lixo.

Denzel Washington, aqui comanda seu terceiro projeto na direção e entrega seu trabalho mais falado até agora, se trata da adaptação de uma peça em que ele mesmo estrelou, fica claro o sentimento de entregar um trabalho competente, mas no quesito direção o resultado final é um tanto questionável.  Parece no bruto é a própria peça gravada, longos takes onde nada acontece e muitos diálogos fazem a experiência ser difícil de engolir e fica ainda mais difícil sentir algo por esse universo. O ritmo é lento e pouco atrativo, as coisas melhoram no meio do segundo ato, onde a melhor coisa do filme finalmente da o ar da graça.

fences-viola-davis

O já falecido August Wilson entrega um roteiro baseado na sua própria história principal que na essência é muito bem escrito, apenas mal distribuído, a critica aqui exposta além de ser pesada quer tocar em feridas que muitos ignoram, além de ter grandes diálogos e personagens bem desenvolvidos e cheios de camadas.

A grande estrela do filme e melhor coisa da produção é a grandiosa Viola Davis, mesmo aqui sendo uma mera coadjuvante isso não interfere em nada em seu desempenho excepcional, contido e explosivo ao mesmo tempo, é uma atriz que trabalha muito bem suas expressões faciais e mostra dor real a cada novo papel, seu peso para o filme é incalculável. Denzel o verdadeiro protagonista tem um desempenho ok, seu personagem além de ser desprezível e exagerado demais, aparece muito e tenta a todo momento sugar todos os holofotes para si mesmo, fica difícil gostar de tal personagem e de tal desempenho.  Jovan Adepo está ótimo, aparece pouco infelizmente, mas faz bom uso do seu tempo em tela e Russell Hornsby tem duas cenas incríveis, um ator muito expressivo e merece mais destaque no futuro.

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Fences no original é um projeto ambicioso e que não vai agradar a todos, porém é claro que os momentos onde Viola Davis tem seu devido espaço para brilhar ela dá um show que foi recompensado com o Oscar de melhor atriz coadjuvante. Tem uma trama forte e que serve de gatilho para fazer a todos refletir, talvez com 30 minutos a menos e uma direção mais inventiva, teríamos aqui uma obra prima, mas o trabalho entregue é longe de ser ruim, tem muito mais pontos positivos do que negativos.


RAFAEL YAGAMI
RAFAEL YAGAMI

4 thoughts on “CRÍTICA: UM LIMITE ENTRE NÓS (2017)

  1. Peço desculpas se pareceu um texto apenas negativo, o filme tem muitos e muitos pontos positivos a mais do que negativos, algumas alterações foram feitas no texto, te convido a ler novamente e deixar aqui uma nova sugestão ou critica, agradeço seu comentário, ele é muito importante para o aperfeiçoamento do site ainda mais, obrigado e volte sempre 🙂

  2. Eu quis dizer apenas que o filme tem alguns pontos que impedem ele de ser uma obra prima, pontos como a direção, atuação do Denzel e a sua longa duração, desculpe se não foi claro o suficiente e vou me esforçar para melhorar ainda mais meus textos, obrigado pela sua opinião, ela é muito importante para o nosso aprimoramento e volte sempre!

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