Crítica: Duff (2015)

Por Thiago Freitas

 

Uma adolescente inteligente nos subúrbios de Atlanta que se esforça para estar em conformidade com os padrões sociais de beleza e compatibilidade romântica. Esse é o ponto de partida de Duff, comédia romântica que chega essa semana nos cinemas. O filme consegue explorar de maneira muito divertida, uma das fases mais difícil da vida, a adolescência no ensino médio. É nessa fase que achamos que o colégio é o nosso mundo, é nossa vida. Descobrindo que é uma Duff (Designated Ugly Fat Friend) amiga feia que serve para que as bonitas apareçam mais, Bianca Piper (Mae whitman) mostra como os rótulos que colocamos nas pessoas podem afetar as suas relações, tanto amorosas como amizade.

robbie-amell-the-duffA protagonista muito engraçada e totalmente fora do padrão de coitadismo, é totalmente segura de si e de seu jeito, até começar a questionar sua aparência e a qual grupo pertence. E nesse ponto que a história nos mostra que não devemos dar ouvidos a opiniões alheias, principalmente que isso não influencie nas nossas relações. Levando para o lado social, o filme fala da questão cyberbullying que está muito presente hoje em dia, com o avanço da internet e suas redes sociais. Nesse ponto o filme deixou a desejar, pois deixou um bom assunto de lado ao retornar para a comédia romântica. Mas nada que comprometesse sua condução. Com cenas engraçadas e uma ótima química em cena, o casal protagonista se sai muito bem mostrando que às vezes o verdadeiro amor nasce de pessoas totalmente diferentes de nós. Pois nem sempre aquilo que queremos é o que precisamos.

20-the-duff.w529.h352.2xO roteiro não tem nada de novo e nem nada de impressionante, mas cumpre com o seu papel de entreter, passar uma boa lição e ser engraçado. A direção fica a cargo de Ari Sandel, que se sai muito bem na condução das cenas e do elenco que por sinal esta ótimo.
Além da protagonista, temos Robbie Amell, que apesar de não fazer nada de diferente de seus outros personagens, consegue se sair muito bem na área de comédias românticas. Bella Thorne também se destaca como a malvada da historia, muitas vezes lembrando outra amiga nossa muito conhecida (Regina George) de “Meninas Malvadas”.

16943789-standardCom uma história simples, boas doses de humor e mostrando a realidade da vida adolescente no colégio, o filme consegue o seu diferencial de outros filmes de colegial e acredito que é uma das melhores feitas nos últimos tempos.

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Thiago
THIAGO FREITAS

 

Nota: 7/10

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