Crítica: Dead Rising: Watchtower (2015)

Por João Paulo Rodrigues

 

A relação entre a fonte original e a adaptação. Relação tão solida quanto um gelo fino. Se sabe do quanto os gamers desejam uma adaptação que seja fiel ao jogo e também ao mesmo tempo um filme para ser recomendado. Não se sabe qual é o caminho certo que Dead Rising Watchtower seguiu, mas visivelmente é uma adaptação tremendamente fiel a fonte. Por outro lado, como filme em si, tem problemas mas não tão graves quanto outras adaptações feitas para live action.

Os Estados Unidos ainda sofre com as consequências das epidemias zumbis acontecidas em 2006 (Willamette) e 2010 (Fortune City). As pessoas que foram mordidas por zumbis tem que tomar todos os dias o remédio chamado Zombrex, no qual tem que ser aplicado todos os dias e em um horário específico. Nos dias atuais, a cidade de East Oregon começa a ter um novo brote de zumbis e é colocado em quarentena. Mas infelizmente o Zombrex que é dado não funciona e a situação piora. E o repórter Chase tentará não somente sair da quarentena, mas também descobrir a verdade e assim ser tão importante quanto o herói do primeiro brote, Frank West.

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Dead Rising do lançado em 2006 pela Capcom e é um dos primeiros jogos feitos para o novo console na época, o Xbox360. O jogo se passa em um shopping e o repórter Frank West está no local para tentar descobrir o que realmente está acontecendo. Existiu uma polêmica na época no qual os produtores de “Dawn of The Dead” tentaram processar por roubar a ideia. Alguns cartazes do jogo diziam abertamente que o jogo não se baseia no filme de Romero. Em termos de jogabilidade é essa: Matar zumbis, salvar os sobreviventes estúpidos, enfrentar os psicopatas que por causa do brote: Perdem a sanidade. E usar qualquer coisa como arma e montar a mais bizarras combinações.

Em termos de fidelidade, o filme é o que mais impressiona. Por que todos os elementos da franquia se vêem na tela. Mais ainda até o estilo de combate é um ponto alto do filme. Ver escopetas com facas: ok. Ver um escudo com hélices: ok. É interessante notar que isso não se viu nos filmes de “Resident Evil” ou até mesmo em outras adaptações no qual o espectador sabia que tinha o nome do jogo mas não existia algo que lembre o jogo. Em Dead Rising, isso se nota de uma maneira notável.

Entretanto o problema do filme também reside na própria obra original. Quando se analisa como filme, se nota que ao final de tudo vai ser mais um filme de zumbi no mercado. O que infelizmente é uma verdade. Sabendo disso, o filme aproveita por ter saído para plataformas digitais e faz algumas brincadeiras de câmeras bem interessantes, mantém o humor bizarro da saga e pelo menos em algumas cenas consegue ser bem violento. A única coisa que se resgata do elenco é o brilhantismo de Rob Riggle como Frank West dando sempre frases de efeitos em momentos “incômodos”.

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Se ainda não tem o filme primoroso de um jogo, pelo menos Dead Rising nos lembra que não é tão difícil adaptar um jogo. É somente seguir a linha do jogo e levar na tela para o espectador que estas vendo uma legítima adaptação. A pena fica em ser apenas mais um filme de zumbi que só será lembrado para os gamers. Mas no fundo, os acertos desse filme ultrapassam as tentativas de outras franquias. O cinema não é somente uma xerox de um outro formato. É transformar ideias em realidade mas nem todas as ideias nascem para viver na eternidade.

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JOÃO PAULO

 

Nota: 5/10

 

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