Crítica: Charada (1963)

Por Jorge Fernando

É engraçado quando se gera expectativa sobre determinadas coisas, elas podem te surpreender tanto positivamente, quanto causar a maior frustação. O filme de hoje vem trazendo a segunda situação. Em Charada, estrelado pelo consagrado Cary Grant e pela adorável e talentosa Audrey Hepburn, traz um bom exemplo de um filme que teria tudo pra ser interessante, mas que é tragicamente desenvolvido em todos os aspectos técnicos. Apresentando também grandes momentos de “vergonha alheia” por partes dos atores principais e coadjuvantes.

O filme começa apresentando a estrela principal Audrey Hepburn. Sua personagem Regina Lambert vem de um período de férias, decidida a pedir o divórcio ao seu então marido Clark Lambert. De volta ela percebe que sua casa, suas roupas, seus documentos, enfim, seus pertences, tinham sumido e um grande problema estaria aparecendo, cabendo a ela desvendar tal charada. Estando com uma dívida de U$ 250.000,00 contraída pelo marido, após ele e seus amigos do exército desviarem e esconderem do governo norte-americano, a srt. Lambert assume toda a responsabilidade após saber que seu marido estaria morto, e que seus amigos queriam a qualquer custo recuperar sua parte do dinheiro. Contudo, aparece Brian Cruinsckshac um conhecido de Lambert, que está disposto a se envolver e ajudá-la no caso dos U$ 250.000,00 nunca antes visto por ela. Após várias reviravoltas e por várias trocas de identidades por parte de Brian, Regina se vê fraca, indefesa e totalmente só, precisando de alguém em quem confiar, e ela vê no inspetor do caso, o seu refúgio, garantido a ele estar à frente das investigações. Após as mortes dos três indivíduos que estavam dispostos a recupararem sua parte do dinheiro, o cerco se fecha apontando o então Dyle (Cary Grant) como o assassino. Embora todas as provas estivessem contra Dyle, o final garante uma repentina surpresa, que desencadeará no encerramento do caso e na devolução do dinheiro aos cofres do governo.

23939 - Charade

Em Charada, os elementos técnicos parecem estar totalmente desordenados, apresentando várias características que não dão um bom desenvolvimento ao filme, ao exemplo da trilha sonora, que quando relacionada às cenas de suspense, garantem mais um ar de comédia, a um elemento que gere expectativa no telespectador. O roteiro tinha tudo para fluir devidamente, mas a sua composição está cheia de textos inúteis e diálogos mal elaborados, que geram consequentemente no próximo erro, as atuações. Quando se fala em Audrey Hepburn e Cary Grant se tem referências de boas atuações, mas não é o que se vê em Charada, com interpretações por muita vezes medianas, não fazendo jus ao currículo desses dois atores. Vergonhosas são as atuações dos coadjuvantes, que trazem papéis caricatos e totalmente desnecessários, que depreciam ainda mais o desenvolvimento do filme. Dentro de todos os erros cometidos nesse longa, aponta-se a montagem como fator determinante, onde por muitas vezes, deixa confuso seu telespectador e questiona a real importância e utilização das cenas, que pareciam estar colocadas aleatoriamente e sem nenhum nexo com as posteriores cenas. No mais se faz necessário ver ainda os grandes acertos do filme, que trouxe elementos de suspense interessante e que apesar dos pesares garante a permanência do telespectador na frente da televisão.

JORGE FERNANDO
JORGE FERNANDO

     

Nota: 5/10                        

2 comentários em “Crítica: Charada (1963)

  • 20/10/2015 em 01:45
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    Sim Camila, cometemos um erro, mas que logo foi corrigido, pedimos desculpas por essa falha horrível sempre estamos atentos a falhas e esperamos que erros como esse não voltem a ocorrer, obrigado pelo feedback e continue a nos visitar 🙂

  • 23/09/2015 em 11:45
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    Cara, desculpa, mas vergonha mesmo é escrever “Aldrey Hepburn” – vergonha alheia total

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