CRÍTICA: CARGO (2018)

Por: Rafael Mayrink

A Netflix tenta abordar um drama pós apocalíptico, mas consegue um filme cansativo e com atuações fracas.

Engano meu quando assistir ao trailer de Cargo e esperei um longa com uma história envolvente e que me deixaria tenso e na esperanaça de me emocionar, pois saber que foi baseado em um ótima curta de 2013, com o mesmo nome, tinha tudo para ser mais do que foi.

A história acompanha  um pai, Andy (Martin Freeman), que após ser mordido por um zumbi, precisa faz o possível para salvar sua filha recém-nascida. Poucas coisas funcionam nesta produção, com uma história sem graça e atuações fracas, parece que os diretores Ben Howling e Yolanda Ramke, não sabiam o que fazer quando pegaram o curta, de 7 minutos, que eles mesmo dirigiram, e decidiram transformar em um longa.

@Divulgação: Netflix Brasil

No elenco temos Freeman que está bem, porém é visível perceber que ele esta no piloto automático, não tendo inspiração para dar ao seu personagem uma camada ou algo que podemos torcer por ele. Enquanto o restante esta entre caricato ao ridículo. Fazendo com que ninguém consegue fazer aquela história mais interessante.

A fotografia e a trilha sonora dão um ar de ameaçador que não existe, pois o roteiro da Yolanda Ramke é completamente sem inspiração e os diálogos sofríveis, e para completar alguns furos no roteiro que deixa tudo muito perdido e tudo é resolvido com apenas uns minutos, não existindo um perigo iminente.

Divulgação: Netflix Brasil

Cargo tinha tudo para ser mais do que um filme de zumbi, mas não conseguiu sair de um lugar, que colocou com mais um que não soube aproveitar o seu potencial, sendo assim recomendo ficar apenas com o curta que é muito mais emocionante e ameaçador.

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