Crítica: A Travessia (2015)

 

Por Vinicius Montano

 

“Medo e equilíbrio acima das nuvens”

 

 A história de um equilibrista francês Philipe Petit que atravessa as torres gêmeas do World Trade Center com um cabo teve um documentário O Equilibrista que ganhou o Oscar 2008 de melhor documentário, e agora ganha um filme baseado na história real dele ‘A Travessia’ dirigido por Robert Zemeckis(dos arrasa quarteirões De Volta Para o Futuro 1, 2 e 3, Forrest Gump, Náufrago e o seu último filme O Vôo) e protagonizado por Joseph Gordon-Levitt.

Doze pessoas caminharam na lua. Apenas uma pessoa caminhou, e caminhará, pelo imenso vão entre as Torres Gêmeas do World Trade Center. Philippe Petit (Joseph Gordon-Levitt), guiado pelo seu mentor de vida, Papa Rudy (Ben Kingsley), e ajudado por um improvável grupo internacional de recrutas, supera todas as probabilidades, traições, discussões e incontáveis adversidades para executar seu plano maluco.

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A trama tem um complexo de nuvens e planos malucos que o Philipe Petit planeja, desde quando era artista de rua da França, perfeitamente no modo Charles Chaplin, a adrenalina com as leis da gravidade dá uma grande vertigem no roteiro bastante empolgante que retrata a adrenalina, a arquitetura de passar os cabos entre as duas torres, as trapaças de se passarem por várias profissões para traçar um plano B de realizar o maior sonho da vida para conquistar o mundo. Um 3D que parece que foi feito para sentir os 100 andares das torres gêmeas, o equilíbrio e os cabos se lançando para a tela nos closes da câmera, e é um dos melhores trabalhos neste formato.

Joseph Gordon-Levitt entrega um papel fundamental, carismático e com cenas de alívio cômico na sua narrativa, mas o sotaque francês as vezes incomoda um pouco, mas nada que tire a atuação excelente do ator, Charlotte De Bon é uma ótima adição ao elenco como o interesse amoroso de Petit e os dois tem uma química ótima. Ben Kingsley apesar de aparecer pouco, compensa como conselheiro de Petit nas horas vagas e nos treinos para atravessar os cabos, que hoje virou moda até nas praias do Brasil como o Slackline. Excelentes participações de James Badge Dale como o fotógrafo Jean Pierre e Clement Sibony.

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O melhor desse filme é a edição que foi usada na ponta do lápis de escrever impecável, uma trilha sonora arrebatadora e os 20 minutos finais na hora do momento que todo mundo esperava no dia 6 de agosto de 1974, com uma direção de Robert Zemeckis na verdadeira corda bamba nas altas altitudes, traz A Travessia como um filme de aventura acima das nuvens, uma obra prima em cabos de aço que te dá muita vertigem.

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VINICIUS MONTANO

 

Nota: 10/10

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