Crítica: A Pequena Loja de Suicídios (2012)

Por Jorge Fernando

 

Imaginar um filme de animação é remeter-se a belos cenários, personagens extremamente cativantes e com uma bela ‘lição de vida’, construída para envolver o seu público-alvo (crianças). Em A Pequena Loja de Suicídios todo esse paradigma é quebrado, os cenários revelam um ambiente denso, onde as pessoas não encontram mais um sentido real para viver, elevando o nível de insatisfação e consequentemente de suicídios.

Passado em uma França totalmente angustiante, que aceita o suicídio como prática legal – desde que não cometido publicamente -, uma família vê nisso uma oportunidade de lucrar e começa a vender artefatos para os interessados em tirar a própria vida. Como visto no filme, são vários os instrumentos, que vão desde cordas, flechas, máquinas medievais, revólver, aos mais sofisticados como venenos e remédios. Dentro desse cenário as ‘vendas’ passam a crescer cada vez mais e junto com isso vem o desejo do casal em ter mais um filho. Este se torna completamente diferente de toda a sociedade parisiense, onde se questiona e analisa o verdadeiro sentido da vida, buscando sempre contagiar as pessoas próximas com sua alegria e vontade de viver. Essa passa a ser a preocupação dos donos da então loja de suicídios, e fazem de tudo para que seu filho “anormal”, viva conforme os critérios estabelecidos pela sociedade.

 

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Cansado de todo esse clima depressivo, de toda a insatisfação com a vida, cansado de testemunhar os dissabores da vida, o garoto passa a então ajudar as mais diversas pessoas a encontrarem solução e sentido na vida. Por fim, o filme traz um grande ensinamento quando aborda duas perspectivas, a priori quando relaciona todos os motivos para se desistir de viver, e a construção de um novo sentido, uma nova perspectiva, trazendo novos estímulos, estando isso personificado no único personagem com características otimistas.

A animação é totalmente diferente de qualquer outra já vista, quando propõem abordar um tema tão complexo e tão sério, onde tudo que é construído pode interferir na vida de cada um.

 

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O diretor francês Patrice Leconte, conseguiu trazer nesse longa um novo olhar para o mundo, pontuando momentos diversos do cotidiano das pessoas, assim como o melhores e mais sinceros momentos de felicidade. Com um bom desenvolvimento de cada personagem, o filme consegue trabalhar de forma eficiente a temática proposta, e acaba por oferecer um belo ensinamento, elevando cada vez mais o sentido do ‘Carpe Diem’.

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JORGE FERNANDO
JORGE FERNANDO
Nota: 8/10

3 thoughts on “Crítica: A Pequena Loja de Suicídios (2012)

  1. sinceramente, prefiro que CRIANÇAS vejam as temáticas tradicionais. Se as crianças francesas tem maturidade para “discernir” com certeza as brasileiras não tem.

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