Crítica: A Menina Que Roubava Livros (2014)‏

Por Alysson Melo

 

O longa se passa durante a Segunda Guerra Mundial e mostra a vida da menina Liesel Meminger onde foi colocada para adoção e acaba sendo adotada por Rosa Huberman (Emily Watson) e Hans Huberman (Geoffrey Rush) mesmo ainda conectada a mãe Liesel consegue amor por seu pai adotivo onde a ensina a ler e cria uma grande afeição por livros e assim se inicia uma série de aventuras onde a arte de ler é o que importa.

Adaptado do livro The Book Thief (Ladra de Livros) de Markus Zusack, onde apresenta a personagem Liesel (Sophie Nélisse) que mora com seus pais adotivos na Alemanha e encantada pelo universo da leitura, pega o hábito por furtar livros para ler para Max (Ben Schnetzer) que mora clandestinamente em sua casa e está muito doente.

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O diretor Brian Percival consegue adaptar de forma bonita e plausível o livro homônimo desde a escolha da personagem Liesel a encantadora Sophie Nélisse que dá vida a protagonista de forma muito convincente, a escolha do papel do Pai também é um dos trunfos de A Menina Que Roubava Livros, interpretado pelo talentoso Geoffrey Rush.

Ambientado durante a Guerra, o filme por vezes mostra todo o drama com o domínio de Hitler sobre a cidade em capturar judeus e comunistas. O roteiro mostra de forma clara, mas sem se aprofundar muito nas violências, cenas de tortura deixando a narrativa mais familiar. As passagens são narradas pela morte que mostra todo o desenrolar dos personagens desde o início até o final da narrativa, com uma ótima voz o narrador consegue trazer uma ótima colaboração deixando o filme conectado com o livro.

A relação entre pai e filha desde o primeiro encontro é apresentada de forma belíssima e muito delicada, o ator Geoffrey Rush consegue trazer emoção para a tela de forma que ficamos conectados com a história, nos fazendo acreditar no amor que ele sente por Liesel. Assim como a relação do Max com a menina que de estranhos se tornam com o tempo e convívio juntos, se tornam grandes amigos através da arte da leitura onde eles poderiam sempre estar juntos sempre que ela estivesse lendo. Sua mãe adotiva a ótima Emily Watson tem um duro convívio com a filha, as dificuldades de cuidar da casa, ter comida na mesa e a sua relação com o marido mostram a dura realidade de uma família numa época onde tudo era difícil, mas mesmo com pouco eram felizes. A atriz conseguiu fazer uma personagem durona, forte, com os pés no chão, de forma bem dramática, assim como foi no livro.

Foi encantador a dedicação de Rudy Steiner em estar com a ladra de livros em todos os momentos, desde a primeira vez que a viu, procurou mostrar o quanto ele podia ser importante na vida dela, nascendo assim uma bela amizade, apesar de novo com apenas 14 anos, o ator Nico Liersch dá o tom certo ao seu personagem onde tudo se torna tão real e verdadeiro. É lindo ver a química entre os atores.

Como em toda adaptação algumas coisas foram cortadas no filme o que para muitos é imperdoável para outros é aceitável, no caso aqui, as mudanças não prejudicaram a história, mas algumas coisas do roteiro foram apresentadas de forma muito corrida não dando tempo necessário para o espectador diluir como no caso…

***(SPOILER)*** no início, Liesel começa a aprender a ler com seu pai adotivo e algumas cenas depois ela já sabe ler fluentemente? Mesmo sabendo em questões de tempo com 130 minutos, essa corrida não soou bem para a história assim como algumas cenas onde as cenas mais importantes não tem a emoção que deveria transparecer como no livro transparece, deixando o filme bonito apenas.

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As cenas finais nos conquistam com todo o drama da menina que rouba os livros, e com o desfecho belíssimo e encantador, como adaptação A Menina Que Roubava Livros não deixa a desejar e consegue se sobressair satisfazendo não só fãs do livro original, mas também, aqueles que não leram o livro e/ou captaram a mensagem que ele passa: que ler é uma arte de viver, onde você pode viajar e encontrar quem quiser em palavras e pensamentos. O trabalho decorre de forma que não se vê o tempo passar, tornando-o prazeroso de assistir. Posso defini-lo como uma boa adaptação para os cinemas, com ótimas atuações e recomendado para a toda a família.

ALYSSON MELO
ALYSSON MELO

 

Nota: 8/10

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