Crítica: A Esperança é a Última que Morre (2015)

Por Alysson Melo

O longa mostra a história de Hortência (Dani Calabresa), onde ela é uma repórter de TV dedicada e muito sonhadora, que alimenta a esperança de deixar de fazer reportagens ruins para se tornar âncora do telejornal local, comandado por JP (Augusto Madeira). Quando fica sabendo que Vivian (Adriana Garambone), a âncora do jornal, está para ser demitida por seu chefe, ela se anima com a grande oportunidade, mas a jornalista Vanessa (Katiuscia Canoro) também quer essa vaga. Precisando arrumar um jeito de garantir seu novo posto, Hortência inventa um assassinato em série e passa a “investigar” o caso, o que aumenta seu destaque. Ela conta com a ajuda de dois amigos (Danton Mello e Rodrigo Sant’anna) que trabalham no Instituto Médico Local, mas logo a mentira foge do controle e assim da início a uma série de aventuras com os protagonistas.

Aqui vemos a atriz e apresentadora Dani Calabresa como protagonista e ela consegue montar bem sua personagem como uma moça simples e humilde, mas que também possui ambições e quer um futuro melhor para a sua vida. Ela conseguiu manter bem sua postura de estrela e deu conta do recado muito bem por toda a narrativa. A atriz Katiuscia Canoro que faz sua rival no longa, é um dos bons destaques e acertos do longa, a personagem está muito bem caracterizada e montada e ele traz os momentos cômicos de forma bem agradável e graciosa, uma vilã que adoramos amar e torcer. Completando temos os coadjuvantes Rodrigo Sant’anna e Danton Melo que trazem personagens bem interessantes; de um lado temos o comediante Rodrigo que mais uma vez mostra todo o seu talento em nos tirar risadas e seu lado humorístico, que trouxe uma boa abordagem ao seu papel de forma bem satisfatória. E concluindo, temos o Danton que aqui se mostra um cara sensível e romântico, o ator conseguiu trazer algo muito bom para o seu personagem que foi sua caracterização com seu olhar contido, a forma de andar e se portar conseguindo construir perfeitamente o personagem tendo uma boa química com a  personagem de Dani Calabresa em cena.

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O diretor Calvito Leal que dirigiu o ótimo “Wilson Simonal Ninguem Sabe o Duro que Dei”, traz uma direção bem correta e funcional para a proposta que foi abordada, onde conseguiu trazer para o público personagens bem cativantes e divertidos, Calvito soube pesar bem a mão no quesito interpretação e laboratório dos atores, onde cada ator conseguiu trazer algo novo e diferente para seus personagens de forma que vemos ali os personagens, e não atores atuando, e isso é muito interessante. É notável que o elenco soube montar bem a interpretação dos seus personagens de forma que não soasse mais do mesmo ou o ator atuando como sempre atua em seu filmes anteriores e essa sacada foi fundamental para o bom desenvolvimento do filme.

O roteiro não é muito inovador visto que vimos alguns filmes com histórias semelhantes como “O Âncora”, mas o roteiro possui bons momentos e boas sacadas assim como a criatividade em montar os assassinatos bem diferentes e até cômicos, além da criação do nome ser “assassino dos provérbios” foi uma ideia bem interessante. O uso dos provérbios populares aqui soaram muito bem e mesmo com o uso por toda a narrativa. Afinal provérbios nunca saem de moda não é mesmo? A rivalidade entre Hortência e Vanessa ficou bem legal na tela e gostoso de se assistir, eu só senti falta de um embate maior entre as duas, visto que a rivalidade entre elas não teve muito enfoque. Como em alguns filmes do gênero vemos muito o uso de situações clichês, pecando no sentido que poderia ter sido um filme mais ousado em diversos momentos, mas como num geral não atrapalhou no desenvolvimento do filme. O longa vai se encaminhando para o seu final de maneira agradável e diferente, talvez não seja o final que muitos estavam esperando mas dentro do enredo até acredito que ficou um bom desfecho.

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A Esperança é a Última que Morre nos traz várias lições sobre o poder da amizade, sobre caráter, respeito, amor e esperança. É um filme bem divertido e que vai agradar a todas as idades, possui um bom ritmo com uma boa fotografia e trilha sonora, com um elenco afinado e em boa sintonia em cena, não sendo uma comédia boba e sim inteligente e sarcástica que vai te fazer rir .

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ALYSSON MELO
ALYSSON MELO

Nota: 7/10

Um comentário em “Crítica: A Esperança é a Última que Morre (2015)

  • 04/09/2015 em 17:56
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    Legal! Assisti e também adorei o filme! Ri muito com o “círculo de confiança”kkkk
    Precisamos de mais filmes assim no Brasil!

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