Crítica: A Escolha Perfeita 2 (2015)

Por Tom C. P.

 

Em 2012 o diretor Jason Moore trouxe um frescor para os musicais adolescentes com o seu divertido “A Escolha Perfeita”. A diferença residia na forma com que as músicas eram apresentadas, sendo aqui todas cantadas a capella, expressão de origem italiana, em que o estilo é representado por canto sem acompanhamento instrumental.

A história seguia a mesma fórmula “Clube dos Cinco (1985)” de ser. Adolescentes de jeitos, classes sociais e tribos diferentes, unidos por algo, no caso do filme de Moore, a música. O elenco carismático (além do estilo musical) representa a própria escolha perfeita aqui, o que o diferencia do já exausto estilo “High School Musical (2006)”. O sucesso do filme foi inegável, popularizando o desafio do copo (de uma das cenas do filme) por todo o mundo. Não era de se duvidar que uma sequência estaria a caminho nos anos seguintes.

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Agora, chega aos cinemas a segunda parte dessa divertida história. Jason Moore cedeu o lugar para a atriz, produtora e diretora Elizabeth Banks, a qual, apesar de boa intenção, não atingiu a mesma qualidade do primeiro filme com sua direção. As canções estão ótimas, o filme ainda está divertido, a graça do elenco original permanece intacta, porém, se não fosse pela trama abordando o rito de passagem das Bellas, da juventude para a vida adulta, A Escolha Perfeita 2 seria mais do mesmo.

Dessa vez, as Bellas estão no fim da faculdade, as responsabilidades aumentam e a música vai ficando para segundo plano na vida das meninas diante das responsabilidades.

Um campeonato musical internacional estava para acontecer e as Bellas decidem embarcar uma última vez nessa aventura. Só que o maior desafio não era o campeonato e sim manter o grupo unido e na mesa sintonia para fazer o trabalho dar certo. E a amizade improvável que elas conquistaram desde o primeiro filme, já valeria qualquer prêmio que elas conseguissem. Chega a ser emocionante e nostálgico uma das cenas em que as meninas cantam, em um camping, uma música do filme anterior.

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A Escolha Perfeita 2 não consegue superar seu predecessor, ainda sim, vale pelas músicas, a boa química do elenco original e a parte madura da história. Vai deixar saudade, contudo, seria melhor que os produtores encerrassem a franquia por aqui por causa do aparente desgaste, o que parece que não vai acontecer devido a inserção de personagens novos na sequência, indicando que o estúdio pode querer dar continuidade na história sem as Bellas originais. Diante de um futuro incerto e com personagens novos nada simpáticos, vale rever o delicioso primeiro filme e correr para os cinemas para assistir a sequência.

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TOM C.P.
TOM C.P.

Nota: 6/10

 

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