Crítica 4: Jurassic World(2015)

Por Jorge Fernando

 

Ah uma sequência, sempre é motivos para questionamentos. Seja do mais leigo, ao mais experiente, as dúvidas deverão pairar e as críticas estarão pautadas em critérios estabelecidos por cada indivíduo, mesmo com tais “problemas” as produtoras assumem o risco em desenvolver cada vez mais Remakes, Reboots, Sequências, entre outros de caráter semelhante. Nessa perspectiva hollywoodiana, onde o importante é a construção de novos Blockbusters, são apontados os questionamentos ‘Até que ponto vale encher os cinemas de filmes exclusivamente comerciais?” e “A qualidade artística, deverá ser condenada em prol da satisfação momentânea?”. Não se pode (nem deve), estabelecer os critérios de forma a generalizá-los, cabendo entender a situação, o momento, a tecnologia, a capacidade e principalmente o público a quem o filme atender na ocasião.

Jurassic World vem com responsabilidade em dar sequência à franquia anterior, que independente de qualquer coisa, trouxe uma nova perspectiva para o gênero, dando vida aos então dinossauros e estabelecendo uma nova tecnologia que só seria representada a altura com ‘AVATAR’. Os parâmetros técnicos apresentam até então alto grau de conformidade para todos que conseguem identificar tal característica.

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No que diz respeito ao roteiro criado por Rick Jaffa e Amanda Silver (os mesmos da franquia recente O Planeta dos Macacos), mostra-se frágil e por muitas vezes bem amador, onde a construção e o pouco envolvimento dos atores ocasiona dificuldades no desenvolvimento das cenas, que parecem ser arrastadas, e mal conduzidas. Nessa situação, resta atentar aos critérios técnicos e ao investimento tecnológico (bem aproveitados para o filme), que são determinantes para construção de uma plataforma 3D, onde são bem utilizados, mas pouco explorado.

O filme vem com uma proposta boa, quando traz um novo cenário, novas pessoas, um novo ambiente a ser explorado, mas dentro de todas as dificuldades encontradas para fechar o filme de forma que ele apresente estrutura ‘redonda’, as possibilidades de mudar todo o roteiro em prol do beneficiamento e eu diria maior agressividade dos personagens principais, foram pequenas e resultou em um filme apático e sem nenhum tipo de desejo a posteriores filmes. Com altos pontos de conformidade por parte do roteirista, que não apresentava algo realmente novo, com respostas por muitas vezes batidas e sem qualquer modelo questionável, mostram certa despreocupação com o que seria produzido.

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Dentro de todas as possibilidades para uma sequência, Jurassic World apresentou parâmetros técnicos inquestionáveis, mas a indiferença apresentada no roteiro, com personagens que por vezes mostravam-se irrelevantes, bem como a nova atração do Parque, o dinossauro híbrido que mistura os DNA de outros dinossauros tão fortes quanto, sabendo que resolução é fechada com momento deveras piegas e que não acrescentou em nada para o desenvolvimento do filme. Apesar de todas as falhas, a releitura feita pela equipe de Colin Trevorrow, garantiu que houvesse um filme que agrada o grande público, mas que é questionável aos que pouco entendem, admitindo assim que as falhas estejam evidentes aos que precisam entender da real importância de mais um filme com essa característica.

JORGE FERNANDO
JORGE FERNANDO

 

Nota: 7/10

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