Crítica 3: A Escolha Perfeita 2 (2015)

Por Felipe Ramos

 

A Escolha Perfeita foi um sucesso inesperado em 2012 e ganhou muitos fãs. Com o tempo a adoração ao filme foi só crescendo e uma continuação terminou sendo necessária, ou pelo menos viram que havia uma demanda para isso. Não sou um dos fãs ardorosos do primeiro longa, mas reconheço que é bacana e bastante honesto, qualidades que passam bem longe dessa continuação que se mostrou inútil.

 

A mudança no tom da direção foi o que mais me incomodou (Elizabeth Banks, volte pra frente das câmeras). Não só a história (quase nula) é conduzida de forma histriônica, como as próprias personagens passaram a agir de uma maneira diferente. A protagonista Beca (Anna Kendrick) que era um tanto contida, aqui está totalmente fora do tom, assim como todo o elenco. Das quase duas horas de duração, pelo menos meia hora é gasta com cenas de festas que em nada acrescentam e mais lembram filmes como American Pie ou Se Beber Não Case. Os números musicais perderam aquela essência gostosa, agora tudo é muito grandioso, artificial e com cara de dublado por algo pré gravado em estúdio.

 

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Fat Amy (Rebel Wilson) continua sendo o alívio cômico constante, mas agora está potencializada e 10x mais grosseira e escatológica. Os rapazes do filme anterior nesse são reduzidos a nada, se não foram obrigados por contrato eu nem entendo por que toparam participar dessa bobagem se nem espaço foi oferecido.

 

Pra não dizer que absolutamente tudo é ruim, salvo uma ou outra cena promovendo o empoderamento feminino, algumas reflexões sobre a mudança de ciclo que as personagens estão passando (fim da faculdade e inicio da vida adulta) e alguns poucos números musicais, o último em especial. Mas é isso, A Escolha Perfeita 2 nem deveria existir e é um filme bem ruim, mas fez o triplo de dinheiro do primeiro e com certeza vem um 3 ainda mais medíocre por aí.

 

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FELIPE RAMOS
FELIPE RAMOS

Nota: 3/10

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