Crítica 2: Quarteto Fantástico(2015): Tanto marketing para nada fantástico

Por Vinicius Montano

 

A Fox engavetou uma terceira sequência de Quarteto Fantástico depois que a continuação de 2007 foi desastrosa em todos os gêneros e daí decidiu dar um basta devido a baixa bilheteria. Depois de um tempo a ideia dela com a Marvel era recomeçar a franquia do zero, tentando tocar em um ponto alto, mais adulto e mais formal. Então entrou o Josh Trank do filme found footage de super poder, “Poder Sem Limites (2011)”, para dirigir esse reboot de Quarteto Fantástico e um elenco diferente como: Milles Teller, que brilhou no ápice como o aluno baterista que vivia sendo abusado pelo professor de música Terence Fletcher (J. K. Simmons), em “Whiplash: Em Busca da Perfeição”, o mesmo que já fez uma ponta em filmes da Marvel como o patrão do Peter Parker na trilogia de “Homem-Aranha”.

A história se passa quando quatro jovens desajustados são teleportados para um universo alternativo e perigoso, que altera sua forma física de maneiras inesperadas. Com suas vidas transformadas, o time precisa aprender a aproveitar suas novas habilidades e trabalhar junto para salvar o planeta de um inimigo já conhecido por eles.

 

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O roteiro é totalmente porco em todos os sentidos, parece que foi feito por alunos débeis mentais, abusa muito do excesso de introdução do filme, e tem pouca ação. O início é um educativo para os pré-adolescentes, aprofundando a chacota de Reed Richards quando crescer querendo se teletransportar e a preocupação de Ben Grimm em querer ajudar no projeto, o desenvolvimento é muito escasso e o enredo traz toques de drama familiar e ficção científica, o que é difícil de achar o ‘fantástico’.

A escolha de elenco é ótima, mas muito inferior a Ioan Gruffudd, Jessica Alba, Chris Evans e Michael Chiklis. Milles Teller é o grande destaque do elenco, se acha o nerd da turma, mas não convence de jeito nenhum. Kate Mara tem uma Sue Storm cara de mosca. Michal B. Jordan como tava na polêmica de expectativa alta para o Tocha Humana negro aí quq se engana, um Johnny bobalhão e retardado e Jamie Bell o nosso eterno Billy Elliott, como o Coisa, está ridículo parecendo o Hulk ou o Groot. O Dr. Destino desse filme não tem um ponto alto de enfrentar o Quarteto, um vilão catastrófico parecendo vilão de desenho e o formato dele parecia pisca-pisca de árvore de Natal de tão broxante. E a adição inovadora de um novo personagem no filme do pai dos irmãos Storm é descartável e clichê quando diz que família é um elo forte mesmo que sejamos muito amigos, coisa que vi recentemente em “Velozes e Furiosos 7” dita por Dominic Toretto.

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Os efeitos especiais são totalmente amadores sem nenhum charme e importância, a direção de Josh Trank transforma em absurdos que estragam até os planos de a FOX juntamente com a Marvel em elevar o Quarteto Fantástico como uma franquia aceitável, mas quem dera ser altamente positiva. Não existe nenhum “bromance” entre o Reed e o Ben, você não sente nada, o embate final é fraco e sem nenhum sentido qualquer, cujo desfecho você sempre espera por uma continuação o que vai ser difícil e muito de acontecer num filme feito só para adolescentes e crianças verem na Sessão da Tarde dos dias de hoje. Totalmente inferior ao divertido filme de 2005 e muito pior que o broxante filme de 2007. Infelizmente é de dar depressão pra caramba.

 

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VINICIUS MONTANO

 

 

Nota: 2/10

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