5 filmes para homenagear Philip Seymour Hoffman

Por Willian Mattos.

Quando Philip Seymour Hoffman foi encontrado morto, em 2 de Fevereiro de 2014, não restava dúvida que naquele momento o cinema perdia mais uma grande estrela. Triste fim, triste fato. Mas como é de se esperar de alguém tão talentoso, o ator acabou deixando um legado de personagens inesquecíveis no currículo.

Hoffman começou a atuar em peças da escola e estudou interpretação na Universidade de Nova York. Iniciou a sua carreira na televisão, em 1991, aparecendo em um episódio de Law & Order. Em 1992 começou atuar em filmes como personagem secundário.

O ator já participou em quase 60 filmes, além de ter dirigido um filme.

Famoso pela versatilidade em papéis no cinema, contracenou com vários astros, e foi elogiado por vários filmes de ótimas criticas positivas como Magnólia (1999), Quase Famosos (2000), Antes Que o Diabo Saiba Que Você Está Morto (2007) e Dúvida (2008), além de ser indicado e ganhado vários prêmios ao longo da carreira. Em 2005, recebeu elogios pelo papel de Truman Capote, no filme Capote, que lhe rendeu o Oscar de Melhor Ator.

Carimbado com uma carreira sensacional, nós do Cine com Pipoca resolvemos homenagear o ator elegendo cinco filmes para você que ainda não conhece – ou que já conhece – o trabalho desse brilhante artista. Um verdadeiro camaleão da atuação.

Boogie Nights (1997)

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O primeiro longa-metragem do diretor Paul Thomas Anderson não podia começar melhor. Além do grande elenco e ótimo ritmo de execução de direção e roteiro, a presença de Philip Seymour Hoffman é indispensável quando se fala do filme. O seu personagem, Scotty J, aparece pouco, mas ao mesmo tempo em que ele divide espaço com tantos atores, Hoffman encontra o jeito certo de entregar à empatia necessária para que o público sinta que à sua personagem está envolvido em toda a trama. O ator consegue ser mais memorável que Mark Wahlberg, o protagonista do filme.

Felicidade (1998)

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Nesse clássico Cult filme dos anos 90, a comédia de humor negro Felicidade, dirigida por Todd Solondz, retrata temas polêmicos sobre a classe média da sociedade norte-americana. Hoffman interpreta Allen, um sujeito solitário que se masturba constantemente e passa trotes telefônicos. O elenco de Felicidade recebeu o prêmio de “Melhor Desempenho em Conjunto”, no National Board of Review, mas o ator consegue ganhar mais destaque pela repulsa e estranhamento que o seu personagem demonstra na tela, mas ainda assim, ele consegue repassar uma brilhante e inquietante atuação.

Ninguém é Perfeito (1999)

FLAWLESS, Philip Seymour Hoffman, 1999, (c) MGM/courtesy Everett Collection

Se já é difícil contracenar com vários atores veteranos e manter um destaque em cena como em Boogie Nights, imagina contracenar ao lado de um dos maiores atores do cinema, Robert De Niro. Mas se tratando da versatilidade Philip Seymour Hoffman, qualquer papel ou qualquer ator que esteja ao seu lado, se torna uma tarefa fácil, e ao mesmo, agradável. Em Ninguém é Perfeito, Hoffman vive uma Drag Queen chamada Rusty, que trabalha em um programa de reabilitação que inclui aulas de canto aos pacientes, a fim de ajudar o personagem de De Niro, Walter Joontz. Os dois atores dão um show de atuação, e aí você percebe como a competência de dois grandes mestres quando estão em cena é importante. Philip Seymour recebeu uma indicação ao Screen Actors Guild Award, de Melhor Ator.

Capote (2005)

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Philip Seymour tinha mais truques na manga do que podíamos imaginar. Depois de tantas interpretações já agraciadas pelos grandes críticos de cinema, em filmes posteriores, o ator mostrou mais uma vez a sua capacidade de interpretação. Truman Capote está diante dos nossos olhos nessa adaptação cinematográfica dirigida por Bennett Miller. Os olhares, a fala, os gestos físicos, até mesmo a risadinha irritante do famoso autor, Philip conseguiu apresentar, mantendo uma precisa ligação com o personagem, sem parecer caricato. Resultado: Prêmios e mais prêmios, e honrado com a famosa estatueta dourada em 2005.

O Mestre (2007)

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Paul Thomas Anderson sabe dirigir um bom elenco de atores. Paul Thomas Anderson sabe escolher o melhor time para os seus filmes. E em mais uma parceria com o amigo cineasta, Hoffman nos presenteia com uma de suas melhores atuações. Aqui ele é Lancaster Dodd, líder de um movimento filosófico conhecido como “A Causa”, divulgando os seus ensinamentos ao longo da Costa Leste. O filme questiona as práticas e crenças religiosas, em uma trama espetacular, onde o ator desenvolve um papel primoroso, com características únicas. Competente em todos os sentidos.

Menções Honrosas:

Lester Bangs – Quase Famosos (2000)

Phil Parma – Magnólia (1999)

Owen Davian – Missão Impossível lll (2006)

Andy Hanson – Antes Que O Diabo Saiba Que Você Está Morto (2007)

Padre Brendan Flynn – Dúvida (2008)

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