Um Drink no Inferno

Por Renato Alves

 

Costumo ser contra continuações ou remakes, com exceção aos trabalhos de Tim Burton e outras raras adaptações. O diretor de “Os Fantasmas se Divertem”, em geral, quando realiza produções que bebem em obras já conhecidas, costuma ter como foco uma nova leitura. Uma reapresentação da arte concebida anteriormente. Gostar ou não, é outra situação. “O Planeta dos Macacos” e “A Fantástica Fábrica de Chocolate” são dois exemplos. Particularmente gosto das readaptações de Tim Burton. Porém, eu sei que mexer em clássicos sempre é colocar a mão numa área perigosa e pode trazer muitas insatisfações e insucessos.

No caso da série Um Drink no Inferno, baseado no filme de 1996, particularmente, tinha menos receio. O que me dava certa tranquilidade nessa releitura da obra trash, escrita pelo mestre Quentin Tarantino, era o fato de Robert Rodriguez, outro PHD em obras bizarras e que, além de ter dirigido o primeiro filme estaria totalmente envolvido na série da Netflix – que vale a pena ressaltar que tem mais acertos do que erros até agora. A primeira temporada foi um sucesso e a segunda já está sendo apresentada. Como sou contra Spoilers, ficarei no fino da minha visão, sem contar detalhes.

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O piloto ficou preso aos cinco primeiro minutos da obra original. Aprofundando alguns elementos que no cinema não puderam ser apresentados. A partir do segundo episódio da série existe mais tempo e profundidade no passado dos irmãos Gecko e de outros personagens coadjuvantes. Além disso, todo o contexto do mundo dos vampiros e seus passados são construídos e apresentados, de forma sábia e saborosa, diga se de passagem.

Óbvio que alguns pontos do roteiro cinematográfico restringem uma parte inicial da trama da série. Sendo até um sinal de respeito. Porém, é insignificante, perto da ousadia e da liberdade com que Rodriguez e os outros diretores da série utilizam para amarrar a trama de uma forma geral. Eles bebem no mesmo sangue cinematográfico. Na mesma sinopse, dali em diante tudo é permitido e livre.

Inegável que quando se assiste a uma série baseada em um filme se faz comparações, aprecia-se ponto A e recusa-se ponto B. Impossível não equiparar atuações. De George Clooney a Quentin Tarantino. No elenco destaco a participação especial de Don Johnson, Robert Patrick (eterno vilão de “Exterminador do Futuro 2” e que havia sido o protagonista de “Um Drink No Inferno 2”. Porém, em termos de atuação destaco que apesar de na versão do cinema termos tido o presente da atuação de Salma Hayek como Satânico Pandemonium ; a bela e sensual Eiza Gonzalez tem atuação e sensualidade no mesmo parâmetro de qualidade. Parabéns as duas. Para delírio dos fãs e do próprio Tarantino, tenho certeza.

Se o espectador tiver a coragem de assistir Um Drink no Inferno com o coração aberto e sabendo que a série respeita o filme de 1996, mas, não aceita ser refém do que foi apresentando , garanto que o público irá deliciar com um belo filme de sangue, sensualidade e vampiros. Não aqueles da saga Crepúsculo que estão preocupados com amor ou paixão. Aqui os herdeiros de “Drácula” ou melhor de Satânico Pandemonium.

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Sinopse – O ladrão de bancos Seth Gecko (D.J. Cotrona) e seu imprevisível e violento irmão, Richard (Zane Holtz), são procurados pelo FBI e pelos Texas Rangers, a força policial do estado do Texas. Em fuga para o México, eles encontram o ex-ministro Jacob Fuller (Robert Patrick) e sua família, e os fazem de reféns. Em posse do trailer dos Fuller, eles cruzam a fronteira e deparam com o caos quando entram em um clube de strip-tease que está cheio de vampiros. Agora eles são forçados a lutar até o amanhecer para poderem sair de lá vivos.

RENATO ALVES
RENATO ALVES

6 comentários em “Um Drink no Inferno

  • 06/01/2016 em 15:41
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    Não curti não….

  • 01/11/2015 em 18:35
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    doido e divertido.

  • 31/10/2015 em 22:01
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    os filmes eram tão trash que eram bons. kkk

  • 31/10/2015 em 17:00
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    Não sou fã dessa linha

  • 31/10/2015 em 14:08
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    Eu também gostei

  • 28/10/2015 em 12:02
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    Que legal, vamos ver então!!! 👏

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