TRUE BLOOD – PRIMEIRA TEMPORADA

Por Rafael Yagami

I wanna do bad things with you ♪

Vampiros ficaram em alta nos anos 2000, várias obras usaram o mito como base, desde voltados para adolescente até algo mais serio, aqui temos algo para adultos. O canal premium HBO apostou numa pegada sangue/sensualidade usando como base os livros de sucesso da escritora Charlaine Harris. True Blood acompanha a vida de Sookie Stackhouse, uma garçonete telepata que começa a se envolver com um vampiro que entra no seu local de trabalho se denominando apenas Bill.

O contexto de inclusão abordado na serie é muito convincente e pode ser usado como metáfora para vários movimentos sociais atuais. Vampiros que querem direitos iguais aos humanos, isso é possível graças a um sangue sintético que serve como alimento para a tal raça. Todo esse panorama é desenvolvido aos poucos, desde seus representantes políticos até leis de hierarquia entre os próprios vampiros.

A primeira temporada composta por 12 episódios tem como trama central o assassinato de várias mulheres que no passado se envolveram com vampiros. Extremamente competente no desenvolvimento de seus personagens e suas várias tramas, não tem espaços vazios e nem tramas chatas. O grande ápice final da temporada é chocante, algo que ninguém desconfiava que é trabalhado da melhor forma possível.

O grande elenco composto das mais variáveis etnias e gêneros é firme e entrega bons trabalhos, destaque para Anna Paquin, atriz ganhadora do Oscar, aqui super carismática e sofredora. É fácil se identificar com suas escolhas e seu poder paranormal não é usado de forma banal, suas curiosidades são as curiosidades do publico para com este universo. Stephen Moyer, o vampiro Bill e marido de Anna na vida real está com muita forma e transmite poder com seu olhar, sua química é palpável e passada para o espectador de forma crescente. Alexander Skarsgård é a figura de Deus na serie, o vampiro mais velho do mundo e dono de muito respeito, sua presença transmite onipotência e medo para o publico, personagem que pouco se sabe a seu respeito até o momento.

Rutina Wesley a melhor amiga de Sookie é a personagem mais legal até o momento, participativa e sonhadora, engraçada e ríspida na medida certa. Nelsan Ellis é carisma puro, seu repertório de tiradas com humor negro sempre funciona. Sam Trammell é o camarada da serie, amável e o mais amigável de todo esse universo e Ryan Kwanten aqui o irmão da Sookie, se mete em todas as merdas possíveis, é um personagem desprezível e pouco nos importamos com seu bem estar. Quanto ao desempenho do ator, está excelente e usa muito bem o desenvolvimento que foi separado para ele.

Destaque especial para a abertura ao som de “Bad Things”, Jace Everett, impossível pular essa sequencia a cada novo episodio. É uma temporada que cria muitos pontos para serem seguidos futuramente, deixando o publico de cabelos em pé na sua cena final. Violência extrema e cenas quentes/provocantes é o cartão de visita para True Blood, composta de sete temporadas, foi encerrada em 2014. Premiada e sucesso de audiência, provou que nenhum tema foi usado demais, apenas precisa de mãos talentosas no comando, boas ideias e um elenco focado em dar o seu melhor.


RAFAEL YAGAMI

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