TOMB RAIDER: A ORIGEM(2018) “MAIS UMA ADAPTAÇÃO DE GAMES QUE NÃO VAI AVANTE NAS TELONAS”

Por Vinicius Montano

 

No início dos anos 2000 o jogo Tomb Raider ganhou a versão para o cinema em 2001, com a Angelina Jolie o filme foi bem recebido pela bilheteria na qual teve uma continuação em 2003 que não foi muito avante. Agora a MGM produz em parceria com a Warner Bros que distribui lança ‘Tomb Raider: A Origem’, baseado no novo formato de jogo lançado em 2013 e dessa vez protagonizado pela vencedora do Oscar 2016 de melhor atriz por ‘A Garota Dinamarquesa’, Alícia Vikander.

Aos 21 anos, Lara Croft (Alicia Vikander) leva a vida fazendo entregas de bicicleta pelas ruas de Londres, se recusando a assumir a companhia global do seu pai desaparecido (Dominic West) há sete anos, ideia que ela se recusa a aceitar. Tentando desvendar o sumiço do pai, ela decide largar tudo para ir até o último lugar onde ele esteve e inicia uma perigosa aventura numa ilha japonesa.

@Divulgação Tomb Raider – A Origem, com distribuição da @Warner Bros.

Dirigido pelo desconhecido Roar Utwaug, o filme tenta trazer empolgação pelo gênero aventura, dessa vez sem a personagem principal ter o auxílio de armas, e sim arco e flecha. Mas a trama é totalmente boba e tenta trazer a diversão para o enredo, mas não leva a lugar nenhum, enredo fraco e frases clichês que não funcionam com o tom do filme, cenas de ação e efeitos fracos. O 3D em IMAX é totalmente inútil, servindo para sugar o público para o ingresso mais caro.

Alicia Vikander como Lara Croft é totalmente inexpressiva, o jeito de vingança não funciona, já no de Jolie funcionava e divertia ao mesmo tempo. Walton Goggins como o vilão principal do filme, genérico e caricato. Dominic West como o bilionário Richard Croft tem um papel com uma interessante narrativa voltada em flashbacks e reviravoltas no seu papel na qual não posso soltar spoiler. Daniel Wu como o capitão do navio que leva para a ilha japonesa, apático em cena e Kristin Scott Thomas desperdiçada em cena numa pequena participação especial.

@Divulgação Tomb Raider – A Origem, com distribuição da @Warner Bros.

‘Tomb Raider: A Origem’, é mais um na estatística dos videogames adaptados que dão Game Over nas telonas. Longe de ser pior, mas com duas ou tres partes que prestam, a trilha sonora é morna e um filme que daqui a algum tempo, não se sabe se voltam atrás para uma continuação ou deixa pra lá na gaveta…

Deixe uma resposta

%d blogueiros gostam disto: