TÔ RYCA (2016): RICO EM CLICHÊ E POBRE EM NOVIDADE

Por Rafael Yagami

Selminha é uma frentista que tem a chance de deixar seus dias de pobreza para trás ao descobrir uma herança de família. Mas para conseguir colocar a mão nessa grana, ela terá que cumprir o desafio lançado por seu tio: precisa gastar R$ 30 milhões em 30 dias, sem acumular nada e nem contar para ninguém. Mas, nessa louca maratona, ela vai acabar descobrindo que tem coisas que o dinheiro não compra.

A comedia nacional é comandada por Pedro Antônio e assume um formato muito conhecido do público e faz lembrar muitos filmes. Basicamente conta com três atos, tem um ritmo interessante, montagem podia ser melhor e fotografia bem limpa. Não é um trabalho memorável, também não é ruim, porém fica clara a sensação de que tem algo errado.

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O roteiro escrito por Fil Braz, o mesmo que junto com Paulo Gustavo criaram o texto do grande sucesso nacional “Minha Mãe é uma Peça” é fraco, sem criatividade e caricato nas situações, lembra o texto do horrível “Suburbano Sortudo” no esqueleto e diversos filmes americanos. Além de claro ter reviravoltas milagrosas e situações que não fazem o menor sentido e nem tem desfecho exato algumas.

No elenco temos a salvação e dona do filme à energética Samantha Schmütz, tem timing cômico está afinado e nem um pouco apelativo com piadas de baixo calão, carismática e extrovertida faz da produção algo mais palpável. Katiuscia Canoro tem uma atuação forçada e de quase nenhum momento engraçado. Marcelo Adnet aqui no piloto automático e também temos um dos últimos trabalhos da maravilhosa Marília Pêra, que nos deixou em 2016, faz uma pequena participação na produção. Fabiana Karla e Marcus Majella compõem uma boa dupla com momentos interessantes.

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Tô Ryca é mais uma comédia de protagonista com uma trama ruim, é esquecível e não trás nada de novo, é interessante ser protagonizado por uma mulher em meio a esse mundo machista e logo essa mulher salva a produção e transforma em algo que diverte sem pretensões de ser algo mais significativo.


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Nota: 6/10

Rafael Yagami

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