THE END OF THE FUCKING WORLD: PRIMEIRA TEMPORADA

Por Eduardo Tavares

 

A nova série da NetFlix conta com personagens não convencionais e estranhos, mas no bom sentido. Desde o início, quando são revelados os protagonistas da história, ficamos chocados com a sinceridade dos pensamentos deles que nos é mostrados. Como diz aquele ditado, de perto ninguém é normal. Assim, desvendamos as verdadeiras intenções e loucuras, que passam na cabeça de Alyssa (Jessica Barden) e James (Alex Lawthe).

Alyssa é uma menina cheia de atitude, que não tem pudor em dizer e fazer o que quer. Sua atitude e empoderamento é o que faz a trama andar. Ela é como se fosse a gasolina na relação com James, e não poupa esforços para chegar em seu objetivo. Ela vive com a mãe, o padrasto e os filhos desse relacionamento: gêmeos perfeitos. Seu padrasto não esconde seu desejo de ver lyssa longe, sua mãe parece sempre muito ocupada com os gêmeos. Seu pai vive longe dalí, e apenas manda cartões em seu aniversário.

@Divulgação Netflix

James é o personagem mais perturbador e sua aparição causa aflição no espectador. Ele demonstra uma calma constante, como se estivesse entorpecido a todo tempo, mas por dentro possui um trauma de infância e uma vontade de matança. A aparição de seus desejos é materializada na tela com cortes assustadores e sanguinolentos, acompanhados de uma trilha sonora de arrepiar. Há todo tempo ficamos em alerta esperando que ele enfie a faca em alguém. Ele vive com seu pai, que é mostrado na série como um “babaca”, na perspectiva de Alyssa e James.

Logo, os dois descobrem as semelhanças em suas vidas  infelizes e decidem partir em uma viagem, deixando seus “f***ing” mundos pra trás e buscando uma nova aventura, que não poderia dar em coisa boa, julgando pela cabeça perturbada dos jovens. Se sozinhos já seriam um problema… imagine juntos?

@Divulgação Netflix

A série produzida pelo Channel 4 foi adquirida pela NetFlix e está fazendo bastante sucesso entre os jovens. Sua maneira nada convencional de abordar a juventude se assemelha com outro sucesso do canal britânico: Skins. Mas “the end of the fucking world” tem uma pegada mais de cinema em seu tratamento. Em vários momentos parece que estamos assistindo um filme indie de  road movie. Além disso possui uma trilha sonora fabulosa e uma fotografia impecável.

A série criada por Jonathan Entwistle tem 8 episódios curtinhos, de 25 minutos cada. É possível maratonar tranquilamente. Sua pegada mais dinâmica, que não perde tempo em entregar momentos inesperados e instigar o espectador, para querer saber aonde toda a trama doida vai dar, são elementos que nos fazem querer assistir tudo de uma vez.

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