Sete Homens e Um Destino(2016): Um Remake Bem Aproveitado

Por Vinicius Montano

 

Ultimamente Hollywood vem perdendo a criatividade fazendo refilmagens de clássicos antigos que marcaram época e suas bilheterias só geram prejuízo como Caçadores de Emoção: Alem do Limite no início de 2016 e o mais recente Ben-Hur que levou prejuizo de U$$120 milhões o qual seu original de 1959 nem me lembro quanto faturou pois não é minha época…mas faturou 11 estatuetas incluindo melhor filme ambos tendo críticas terríveis. Mas o novo remake que está chegando as telas não é o caso de ‘Sete Homens e Um Destino’.

Refilmagem do clássico faroeste Sete Homens e um Destino (1960), que por sua vez é um remake de Os Sete Samurais, de Akira Kurosawa. Os habitantes de um pequeno vilarejo sofrem com os constantes ataques de um bando de pistoleiros. Revoltada com os saques, Emma Cullen (Haley Bennett) deseja justiça e pede auxílio ao pistoleiro Sam Chisolm (Denzel Washington), que reúne um grupo de especialistas para contra-atacar os bandidos.

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Sob as graças do diretor Antoine Fuqua na qual Denzel Washington participou anteriormente em ‘O Protetor’ de 2014, cuja continuação está a caminho em 2018, ele dá um pente-fino bem amaciado. O roteiro é medio, o desenrolar é arrastado no começo, mas depois dos 45 minutos do primeiro tempo em diante o filme toma tons inesperados, a carga dramática é morna na hora que apresenta os personagens denominados os 7 magnificos, coisa que tradução do Brasil é péssima.

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A trama dos 7 pistoleiros é recheada de etnias: temos três americanos, um irlandês, um índio e um oriental, com diálogos interessantes e alguns alívios cômicos. A trilha sonora de James Horner tem bons tons de cavalgadas do velho faroeste e confronto, ótimos efeitos e cenas de ação que entretém.

Denzel Washington entrega o caçador de recopensas fodão, Chris Pratt e Vincent D’Onofrio são alívios cômicos, mas quem se dá melhor é D’onofrio com suas orações de Deus e sotaque beberrão. Ethan Hawke compensa, mas Byung Yun-Lee, Manoel Garcia-Ruffo e Martin Sensmeier são mal aproveitados em cena. Peter Saarsgard entrega o vilão Bartholomeu Rogue de forma eficiente.

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Sete Homens e Um Destino não é um remake marcante, mas salva-se com as graças de Antoine Fuqua o longa tem um faroeste divertido dos velhos tempos e mostra que Hollywood mesmo com falta de criatividade, dá pra fazer bons remakes como esse aqui, é só se esforçar.

 

14370320_10210245607919821_1649788891567887457_n Nota: 7/10

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