CRÍTICA: TUDO E TODAS AS COISAS (2017)

Por Alysson Melo

 

“Everything, Everything” no original é uma boa adaptação e que conseguirá cativar até aqueles que não acreditam muito em romances.”

 

Com a crescente expansão de romances de temática juvenil adaptados de livros, mais uma produção chega as telas eis que temos “Tudo e todas as coisas” adaptação literária escrito pela autora Nicola Yoon que busca atingir o público adolescente assim como ocorreu com os outros filmes recentemente adaptados como “A Culpa é das Estrelas”, “Cidades de Papel”, “Se Eu Ficar” entre outros. O resultado do longa é positivo em sua proposta e acerta no seu público alvo que é trazer uma história romântica e doce com um toque de drama.

A história conta a vida de Maddie (Amandla Stenberg) ela está prestes a fazer 18 anos, mas nunca saiu de casa. Desde a infância, a jovem foi diagnosticada com Síndrome da Imunodeficiência Combinada, de modo que seu corpo não seria capaz de combater os vírus e bactérias presentes no mundo fora de casa. Ela é cuidada com carinho pela mãe, uma médica que constrói uma casa especialmente para as necessidades da filha. Um dia, uma nova família se muda para a casa ao lado, incluindo Olly (Nick Robinson), que se sente imediatamente atraído pela garota através da janela. Maddie também se apaixona pelo rapaz, mas como eles poderiam viver um romance nessas circunstâncias?

© 2017 Warner Bros. Ent. All Rights Reserved.

A direção do longa ficou a cargo de Stella Meghi, a diretora que está lançando seu segundo filme, consegue trazer uma boa adaptação e mostra que é possível adaptar uma história literária e atingir o seu público alvo que são os jovens. Sua direção é firme e foca bem nos detalhes, na sensibilidade em contar a essa trama e na captação dos atores que conseguem ser mostrados bem em tela. Stella ainda soube dosar nos pontos de drama, assim como no romance sem deixar muito adocicado e nem melodramático demais.

No elenco de protagonistas temos a atriz Amandla Stenberg que atuou recentemente no longa “Como você é”(2016) e anteriormente no mais famoso “Jogos Vorazes” (2012) a atriz trabalha bem e trouxe um carisma para junto da personagem que ao mesmo tempo que ela se mostra doce, meiga e bondosa. Ela sabe ser destemida, corajosa e forte. Seu companheiro de cena e seu par romântico temos o ator Nick Robinson que atuou no recente “A 5 Onda (2016)” ela atua de forma satisfatória e junto com a Amandla possuem uma ótima química em cena o que ajudou e muito na projeção do longa e nos deixa envolvidos com o romance que está sendo mostrado.

© 2017 Warner Bros. Ent. All Rights Reserved.

O responsável pelo roteiro é o J. Mills Goodloe bem conhecido por escrever roteiros de romances como os filmes: ” A Incrível História de Adaline(2015)”, “O Melhor de Mim (2014)” e “Pride- Orgulho de uma Nação” (20017). Jill consegue a proeza em tirar das paginas literárias o que há de melhor no livro de forma incrível e trazer um bom roteiro captando bem a essência dos personagens que quem assiste ao filme se vê lendo a história do livro e isso faz com que seu roteiro nada deixa a desejar a obra literária. Esse ano ainda teremos mais um longa com o roteiro de Mills que será o “Depois daquela Montanha” protagonizado por Kate Winslet e Idris Elba.

A trilha sonora fica a cargo de Ludwig Göransson que traz uma deliciosa trilha ao som de musicas como: Stay
Perfomances por Zedd featuring Alessia Cara, Let My Baby Stay  Performance por Mac DeMarco, Escape
Perfomance por  Kehlani Parrish (as Kehlani) entre outras. Uma curiosidade é que a protagonista Amandla Stenberg também empresta sua voz na canção “Let My Baby Stay” escrita por Marc DeMarco.

© 2017 Warner Bros. Ent. All Rights Reserved.

“Tudo e todas as coisas” é um bom romance que ira agradar o seu público alvo e principalmente aos que adoram filmes com pegada mais romântica. além do longa trazer vários temas como doença SIC, o primeiro amor, o poder de se aventurar e se arriscar por aquilo que acredita, sobre o perdão e de como mentiras podem abalar uma estrutura familiar, fala também sobre viver a vida intensamente mesmo com as consequências que virão com esse ato.  “Everything, Everything” no original é uma boa adaptação e que conseguirá cativar até aqueles que não acreditam muito em romances.

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AUTOR DO TEXTO:

ALYSSON MELO

 

 

 

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