CRÍTICA: AS AVENTURAS DE OZZY (2017)

Por Eduardo Pepe

 

“Animação de coprodução entre Espanha e Canadá é até simpática, mas aquém da produção atual.”

Quando se fala em animações muito se lembra das produções americanas, sobretudo, as da Disney e Pixar. Atualmente existem animações muito bem feitas com roteiros tão criativos e bem trabalhados que, por vezes, não devem em nada a produções de outros gêneros e acabam atraindo a atenção também de adultos. Não é o caso de “As Aventuras de Ozzy”, uma realização entre Espanha e Canadá.

@Divulgação Playarte Pictures

A trama acompanha o cachorrinho Ozzy que vai para um hotel para cachorros quando sua família viaja para o Japão. Entretanto, o que era para ser um luxuoso hotel se mostra como um lugar semelhante a uma prisão regada a maus tratos. A trama, em si, não tem nada de novo e isso não seria um problema se o roteiro fosse mais bem trabalhado. Apesar de alguns personagens simpáticos, a trama sem originalidade e o desenvolvimento banal colocam a animação abaixo da média.

@Divulgação Playarte Pictures

O visual é de cores bem vivas e primárias, mas com resultado estético pouco arrebatador, o que é distante do visual encorpado das animações modernas, sejam as americanas quanto as de outros países, como as do Japão que são conhecidas por sua forte beleza visual ou mesmo do lirismo, por exemplo, de “O Menino e o Mundo”, animação do brasileiro Alê Abreu que foi indicada ao Oscar. Entretanto, nada que irá incomodar as crianças mais novas que podem achar fofa a aventura do cãozinho Ozzy, porém não é nada que mostre potencial para gerar fixação na cabeça da garotada.

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AUTOR DO TEXTO:

EDUARDO PEPE

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