CRÍTICA 2: MULHER-MARAVILHA (2017)

Por João Paulo

 

“Mulher Maravilha vai trazer no coração de todos, as esperanças que a personagem carrega em seu semblante: poder, coragem e justiça.”

Mulher Maravilha chega aos cinemas no mundo inteiro com a sensação de dever cumprido. Ao mesmo tempo que vem em um momento complicado da DC no cinema que vão desde recepções negativas pelos seus projetos até desconfiança e descrença sem projetos futuros como de Flash que até agora não encontrou um diretor para assumir. O filme de Patty Jenkins não somente consegue alcançar voos que o próprio universo da DC no cinema estava devendo, mas como também em um tema que fazia falta em um filme de super-herói atual: A vulnerabilidade que o transforma em um herói.

Assim como todo o filme de origem, o filme começa contando as “origens” da Mulher Maravilha desde do ponto que ela recebe a foto original dela na 1ºGuerra Mundial de Bruce Wayne. Criada na Ilha de Temyscara, a jovem Diana é treinada para ser a maior amazona de todas, mas os planos mudam quando a ilha é invadida por um jovem espião americano fugindo de alemães. O espião fala que está acontecendo a Grande Guerra e Diana lembra que isso pode ser obra de Ares, o deus grego da guerra. E ela vai para a guerra somente com esse objetivo em mãos: a destruição do Deus da Guerra.

@Foto Divulgação Warner

O que transforma o filme da Mulher Maravilha um evento único dentro do cinema de herói atual é literalmente entregar o quanto a personagem é vulnerável. Vulnerável no sentido que por mesmo com os poderes que tem, a derrota e a perda de uma vida é sentida de uma maneira latente. Esse tipo de sensação não foi em nenhum momento tratado nos últimos filmes de herói em uma maneira tão emocionante quanto foi em Mulher Maravilha.

Até mesmo a própria trama consegue fazer que todas as aparições da heroína não sejam em vão. E sem duvida a primeira aparição dela como Mulher Maravilha já pode se transformar em uma das melhores cenas desse ano. Também o filme ganha pelos pequenos respiros durante a fita. Enquanto as cenas de ação são graduais até o final, o entremeio vem com momentos de um bom humor e ingenuidade que esse tipo de filme pode permitir.

@Foto Divulgação Warner

Tudo isso vem graças aos poderes de Gal Gadot e Patty Jenkins. Gadot que consegue fazer o que Christopher Reeve em Superman de Richard Donner: Ela É a Mulher Maravilha. Ela detém a força, a graça, o poder e o carisma que a personagem sempre teve desde sua origem. Além disso, Jenkins dirige com maestria as cenas de ação de uma maneira sublime. Dando destaque ao estilo de luta das amazonas que não apenas lutam, literalmente bailam como beldades gregas. Fora isso, destacar algo bem interessante que é o uso das cores na trama. Mesmo com a primeira parte da trama bem colorida e quando passa o mundo real e cinzento, o filme deixa bem claro que cada cena que ela se encontra, encontras cor, vida e personalidade.

Mulher Maravilha não é somente um dos melhores filmes desse ano, mas também uma das melhores transposições de um herói na telona desde muito tempo. A personagem chama o espectador não somente por uma aventura épica, mas também para uma jornada de descobrimento, uma jornada onde o reconhecimento da vulnerabilidade não é fraqueza, e sim valor. E isso, faz com que o olhar de sensível e poderoso de Jenkins fala toda a diferença.

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AUTOR DO TEXTO:

JOÃO PAULO

 

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