REVIEW: LEGION – PRIMEIRA TEMPORADA (2017)

Por Eduardo Tavares

 

Na série, David, o personagem de Dan Stevens, é posto por sua irmã em uma espécie de manicômio para jovens, depois de apresentar sintomas de esquizofrenia, mas tudo muda quando ele percebe que está sendo mantido em cárcere por conta do seu enorme poder.

A direção usa de muitas idas e vindas em passado e futuro para construir uma trajetória não linear que muitas vezes causa confusão no espectador, mas é necessária para entender os fatos, que muitas vezes parecerão confusos e precisarão de um olhar mais atento para se entender. Os recursos artísticos de representação de idéias e criação de realidades imaginárias também é primordial para dar o tom de loucura que é a cabeça de David e faz da série quase que uma experiência surrealista. Você pode começar a se sentir perdido na história em meio a toda essa loucura, mas nos últimos dois episódios tudo é explicado e você consegue ligar todos os pontos soltos que ficam no decorrer da série e saber a origem de David e como ele poderá vencer seu inimigo.

@Fox

A série trás muitos conhecimentos filosóficos a cerca do autoconhecimento e superação de medos e preconceitos, que já fazem parte do universo dos mutantes. Pois, para quem não sabe, ela conta a história de um dos personagens do mundo de “X-men”: David (Legião). Ele nos quadrinhos é filho do professor Xavier e alia sua doença mental com a mutação. Isso faz com que ele seja perigoso com todas as personalidades que tem. Daí o nome Legião. Mas isso não é muito explorado e nem é citado o nome de Xavier.

 A duvida sobre o que é real paira em muitos momentos, sobretudo quando o assunto de projeção astral – que está cada vez mais em evidência em filmes e séries – entra em cena e os personagens se vêem em um mundo semelhante ao real, mas imaterial, onde uma infinidades de coisas fantásticas podem acontecer. Por isso, é até interessante para quem não tem conhecimento do que é o plano astral, procurar sobre o tema para não ficar ainda mais perdido. Tem muitos vídeos na internet sobre isso.

@Fox

O ator Dan Stevens está muito bem no papel, mas em alguns momentos parece um pouco exagerado  e caricato, mas ainda sim diverte. O resto do elenco é pouco conhecido e não encanta tanto quando o protagonista, que vem em ascensão depois dos sucessos de “Downton Abbey” e “A Bela e a Fera (2017)”. Espero ansioso por um segunda temporada em que talvez incluam novos mutantes mais conhecidos.

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