MAZE RUNNER: A (2018) TÉRMINO DA TRILOGIA SE MOSTRA MORNO E EXAGERADAMENTE LONGO CANSANDO O PÚBLICO

Por Vinicius Montano

 

A franquia Maze Runner foi iniciada em 2014 pra competir com Jogos Vorazes e Divergente(este não tão bem sucedido que dividiu a última parte em dois filmes e na verdade só teve a desastrosa primeira parte que foi fracasso de bilheteria e de crítica, na qual não teve a segunda parte de Convergente), na qual originou a sequência bem decepcionante de 2015 o Prova de Fogo e terminaria a franquia em fevereiro de 2017 com A Cura Mortal. Mas só que o acidente com o ator Dylan O’Brien na qual quase foi fatal teve que adiar tudo e trazer agora pra janeiro de 2018 pra antes ser suspensa e depois passar por refilmagens. Agora finalmente chega as telonas o terceiro e último filme da saga baseada no best-seller de James Dashner ‘Maze Runner: A Cura Mortal’.

O capítulo final mostra que por trás de uma possibilidade de cura para o Fulgor, Thomas irá descobrir um plano maior, elaborado pelo Cruel, que poderá trazer consequências desastrosas para a humanidade. Ele decide, então, entregar-se ao Experimento final. A organização garante que não há mais nada para esconder. Mas será possível acreditar no Cruel? Talvez a verdade seja ainda mais terrível, uma solução mortal, sem retorno.

@Divulgação Fox Film

Para fechar com chave de ouro a trama, o terceiro filme beira o exagero com sua longa duração de 142 minutos, que se arrasta muito. Tem até um início bom, mas nada demais cujas sequências de ação me lembravam o início de ‘Velozes e Furiosos 5: Operação Rio’ e o plano de fundo  de ‘Mad Max: A Estrada da Fúria’.  As cenas de ação são bastante sem lógica nenhuma e as vezes irritante como por exemplo, uma equipe passa por apuros, tem sempre alguém que chega depois pra salvar a galera do sufoco, isso repetiu se muitas vezes e me cansou, e são muitas. A trilha sonora é fraca, tem lacunas que nem precisavam existir prolongando demais o tempo do longa com um roteiro ruim de doer.

As atuações podemos dizer que temos algumas interessantes e outras descartáveis. Dylan O’Brien como Thomas tem seus altos e baixos, algumas vezes é totalmente forçado. Kaya Scodelário como Teresa tem mais espaço em cena, permite ver como ela traiu a equipe de Thomas e se tornou peça chave do Cruel. Rosa Salazar como Brenda tem mais destaque em sua performance. Aidan Gillen como o vilão Janson consegue mais espaço de sobra em sua segunda aparição e carrega muito mais no longa. Patricia Clarkson como a vilã principal, a Dra. Ava Paige parece uma vilã coadjuvante deixada de espaço sequer na trama. E a nova adição do elenco Walton Goggins que interpreta um meio rebelde e meio anarquista num personagem bastante desperdiçado no longa.

@Kaya Scodelario e Patrícia Clarckson em cena de “Maze Runner: A Cura Mortal” / Divulgação Fox Films

‘Maze Runner: A Cura Mortal’ não tem um desfecho tão feliz, o desfecho final é bom, mas o longa exagera sem motivo nenhum no tempo das cenas de ação e drama tornando cansativo e longo. Poderia tirar uns 45 a 50 minutos a menos de filme que poderiam mudar alguma coisa.

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