CRÍTICA: PARIS PODE ESPERAR (2017)

Por Alysson Melo

 

“Paris pode esperar” é um road-movie com altas doses gastronômicas”

Ao ver ao trailer dessa produção me lembrou a um outro filme com a Diane Lane no “Sob o sol da Toscana” apesar das histórias serem diferentes, elas possuem algumas similaridades em ambos projetos a protagonistas fazem uma viagem e nessa viagem conseguem enxergar um novo ponto de vista em suas vidas. Enquanto Sob o sol da Toscana foca mais em ser uma comédia romântica, “Paris pode Esperar” é uma comédia deliciosa que mescla dois  temas que combinam muito em junção que é gastronomia e viagens e nessa mesclagem é de que se trata o novo longa da diretora Elleonor Coppola, esposa do diretor Francis Coppola.

A história tem uma premissa bem interessante ao contar sobre a vida de Anne (Diane Lane) uma mulher aposentada de sua profissão de produtora de moda, ela está casada com o produtor de cinema Michael (Alec Baldwin) ao qual ela sempre o acompanha em sua viagens pelo mundo, Ele a ama muito, mas não tem tempo para dedicar à esposa e na maioria das vezes ela fica nos hotéis sozinha, mas tudo muda quando no trajeto de Cannes até Paris, a esposa é acompanhada pelo sócio de seu marido Jacques Clément (Arnaud Viard) que após estar sofrendo com fortes dores nos ouvidos e ser impedida de viajar de avião com o marido, Jacques se oferece por acompanha-la . Ela só não contava que nesse trajeto poderia ser mais longo do que ela pensava, a viagem que deveria demorar sete horas, passam -se dias e ao longo de várias paradas, eles passam a se conhecer melhor enquanto apreciam as paisagens francesas.

@Foto Divulgação

Quem comanda no trabalho de direção é a diretora Elleanor Coppola onde seu trabalho mais recente é o documentário “Coda: Thirty Years Later” afastada de projetos desde 2007, ela volta nesse road-movie sob um olhar gastronômico e sendo o seu primeiro longa metragem. Elleanor que também escreveu o roteiro consegue fazer de “Paris pode Esperar” um filme bem autoral e com suas peculiaridades ao pequenos detalhes e na atuação de seu elenco, mostra um trabalho de direção funcional e autocrítico, apesar de algumas falhas no roteiro.

Como protagonista foi escalada a atriz Diane Lane que esteve nas telonas no filme “Batman vs Superman” aqui ela traz todo o seu talento, doçura e seu brilho ao interpretar a personagem Anne, a atriz ela além de sua beleza trouxe para o filme uma boa dose de interpretação, bem confortável em cena (o papel parece ter sido escrito pra ela mesmo) e a química com seu par de cena o ator Arnaud Viard que traz os bons alívios cômicos para a narrativa. Ambos em cena trazem o tom necessário para as paisagens bonitas e românticas por onde se passa a história.

@Foto Divulgação

O lado bom da narrativa está exatamente em seus detalhes seja ao mostrar as belas paisagens francesas, na fotografia em cena ao qual é bem captada e utilizada pela protagonista que passa boa parte da história fazendo registros capciosos com sua câmera, e a filmagem utiliza desse recurso ao mostrar todas as fotos tiradas por Anne (Diane Lane), assim como dentro do roteiro a utilização de detalhes sobre pratos e vinhos ambientados nas localidades onde os personagens fazem varias paradas antes de chegar a Paris. O roteiro enche nossos olhos com altas doses gastronômicas ao mostrar deliciosas comidas, seja frutas, doces, pratos quentes, sobremesas etc. O lado ruim aqui seriam a falta de uma atenção melhor em seu enredo ao invés de focar em trazer um amadurecimento da história, o enredo foca mais nesse detalhes que complementam a narrativa, de forma que os personagens acabam virando meros espectadores e não protagonistas de sua própria história.

Paris pode esperar é um bom filme apesar das falhas, traz temas como a gastronomia francesa, o cinema como pano de fundo e sua importância, as relações pessoais e de como elas podem nos ajudar como atrapalhar nossas vidas, fala sobre amor, o ciume, o amor fraternal de uma família, o poder de perdoar e descobrir os prazeres que a vida pode proporcionar se nos dermos uma chance em ser felizes, e o principal que é se encontrar como pessoa e descobrir o que te faz mais feliz e na realização de seus sonhos. O final é deixado em aberto para tirarmos nossas próprias conclusões de como a vida e o amor em Paris pode ser só um inicio para uma nova etapa a ser vivida.


AUTOR DO TEXTO:

ALYSSON MELO

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